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Kanye West anula concerto em Marselha por pressão do governo francês

Ye, o rapper anteriormente conhecido como Kanye West, sai do tribunal federal após o julgamento de Sean "Diddy" Combs em Nova Iorque, sexta-feira, 13 de junho de 2025.
Ye, o rapper anteriormente conhecido como Kanye West, sai do tribunal federal após o julgamento de Sean "Diddy" Combs em Nova Iorque, sexta-feira, 13 de junho de 2025. Direitos de autor  Larry Neumeister/Copyright 2025 The AP. All rights reserved.
Direitos de autor Larry Neumeister/Copyright 2025 The AP. All rights reserved.
De Serge Duchêne
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O ministro francês do Interior francês, Laurent Nuñez, quis impedir Kanye West de atuar no estádio Vélodrome de Marselha, a 11 de junho, devido aos seus comentários antissemitas.

O rapper norte-americano Kanye "Ye" West adiou o concerto que tinha planeado dar em Marselha em junho, depois das pressões do ministro do Interior para que o concerto não se realizasse, tendo em conta as posições controversas e antissemitas assumidas por "Ye".

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"Após uma cuidadosa reflexão, decidi adiar o meu concerto em Marselha até nova ordem", escreveu o rapper no X . "Assumo toda a responsabilidade pelo que me acontecer, mas não quero meter os meus fãs no meio disto", acrescentou, antecipando-se às autoridades francesas.

O titular da pasta do Interior, Laurent Núñez, pretendia impedir West de atuar na cidade de Marselha, a 11 de junho, devido às suas declarações anti-semitas, noticiou a AFP no início do dia.

Na terça-feira, a questão já estava a ser levantada depois de um aparte do prefeito regional, Jacques Witkowski, que, durante um encontro com a imprensa, disse _e_star "muito interessado", em conjunto com o ministro, na atuação de Kanye West no Velódromo.

West, de 48 anos, tem sido muito criticado pelos seus comentários antissemitas e pela sua suposta "admiração por Adolf Hitler".

Na semana passada, o Reino Unido proibiu a entrada do rapper norte-americano no país devido aos seus comentários controversos, o que levou os organizadores do festival Wireless, do qual seria cabeça de cartaz, a cancelar o evento previsto para julho.

O primeiro-ministro Keir Starmer já tinha descrito a visita de West como "profundamente preocupante".

O ministro neerlandês do Asilo e da Migração, Bart van den Brink, disse na semana passada que não havia planos para proibir o rapper de entrar nos Países Baixos.

Em maio de 2025, o rapper lançou uma canção intitulada Heil Hitler, alguns meses depois de ter posto à venda no seu site uma t-shirt com a suástica.

A canção foi proibida pelas principais plataformas de streaming. Mais tarde, West lamentou o sucedido, justificando o comportamento com a sua perturbação bipolar.

O rapper norte-americano não atua na Europa há 12 anos. O artista está em digressão para promover o seu novo álbum, lançado a 28 de março.

West anunciou sete datas na Europa, incluindo Madrid, Istambul e Arnhem, nos Países Baixos. Destas, Marselha é a única cidade francesa. O cantor quis dar um espetáculo no emblemático estádio Orange Velodrome, com um palco XXL.

O anúncio deste concerto em França, a 4 de março, provocou a indignação de personalidades políticas e públicas, como Fabienne Bendayan, presidente honorária do Conselho Representativo das Instituições Judaicas de França (CRIF).

O presidente da Câmara de Marselha, Benoît Payan, afirmou na altura nas redes sociais que o cantor "não era bem-vindo" no Velódromo. "Recuso-me a permitir que Marselha seja uma montra para aqueles que promovem o ódio e o nazismo", declarou.

Em plena campanha para as eleições autárquicas, a direita também se manifestou contra o concerto. Fabienne Bendayan, candidata da lista de Martine Vassal e antiga presidente do CRIF Provence, publicou na altura no X : "Quem proclama abertamente a sua admiração por Hitler e afirma ter ideias nazis não pode pisar o palco de uma cidade cuja alma é tecida de diversidade, memória e fraternidade".

Outras fontes • AFP, La Provence ; avec une contribution de Célia Gueuti

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