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Áustria: ladrões compram bilhetes e roubam colar de milhões em museu de Viena

Museu de Artes Aplicadas de Viena, 18 de abril de 2013
Museu de Artes Aplicadas, Viena, 18 de abril de 2013 Direitos de autor  Public domain/Gugerell
Direitos de autor Public domain/Gugerell
De Sertac Aktan & Gavin Blackburn
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A polícia afirmou que os dois homens não usavam máscara, pagaram para entrar no museu e foram claramente vistos nas câmaras de vigilância no assalto de quinta-feira.

Dois homens compraram bilhetes para entrar no Museu de Artes Aplicadas (MAK), em Viena, antes de partirem uma vitrina, se apoderarem de um colar de platina e diamantes de 200 quilates e saírem, indicou a polícia esta sexta-feira.

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Os media austríacos adiantaram que o colar Van Cleef & Arpels, com 673 pedras preciosas, vale vários milhões de dólares. Trata-se do mais recente de uma série de assaltos de grande impacto a museus europeus.

A polícia explicou que os dois homens não usavam máscara, pagaram para entrar no museu e ficaram claramente visíveis nas câmaras de videovigilância durante o assalto de quinta-feira.

Segundo o comunicado, “partiram uma vitrina de vidro” com um martelo antes de “fugirem com as jóias numa direção desconhecida”.

O museu MAK confirmou o roubo, mas afirmou que não fará comentários enquanto a investigação estiver em curso.

O colar fazia parte de uma exposição dedicada aos designers franceses Van Cleef & Arpels. Cerca de 500 peças estão em exibição desde junho. O encerramento da mostra está previsto para 27 de setembro.

Apesar de o MAK ter anunciado que a exposição permaneceria encerrada até nova ordem, a ala onde ocorreu o roubo reabriu horas depois.

O pátio interior do Museu de Artes Aplicadas, em Viena, 3 de setembro de 2018
O pátio interior do Museu de Artes Aplicadas, em Viena, 3 de setembro de 2018 CC BY-SA 4.0/Thomas Ledl

Roubo faz lembrar assalto ao Louvre

O colar roubado foi concebido para a antiga família real egípcia e foi usado pela rainha Nazli, em 1939, no casamento da filha Faiza com o futuro xá do Irão, Mohammad Reza Pahlavi.

No seu site, a Van Cleef & Arpels descreveu a peça roubada como um “triunfo de joalharia branca”. A empresa francesa não comentou de imediato o roubo.

Vários museus europeus têm sido alvo de uma série de roubos surpreendentes desde que, em outubro, ladrões entraram no museu do Louvre, em Paris, em plena luz do dia, e fugiram em menos de oito minutos com jóias avaliadas em 88 milhões de euros.

Na quinta-feira, assaltantes roubaram o Tesouro de Villena, uma das maiores coleções de ouro da Idade do Bronze, num museu da cidade espanhola de Villena, levando a maior parte das mais de 50 braceletes, tigelas, recipientes e outros objetos em exposição, na sua maioria em ouro.

Quatro obras “de valor extraordinário” do artista renascentista Antonello da Messina foram roubadas de um museu na Sicília, indicou no domingo o Ministério da Cultura italiano.

Dois dias antes, a polícia italiana anunciou ter recuperado quadros de Renoir, Cézanne e Matisse, avaliados em mais de 8 milhões de euros, que tinham sido roubados do museu da Fundação Magnani-Rocca, perto de Parma.

Outras fontes • AFP

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