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UE autoriza venda de larvas de besouros como comida

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UE autoriza venda de larvas de besouros como comida
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De  Isabel Marques da Silva  & Christopher Pritchard
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Comer insectos é comum em vários continentes, sendo considerados alimentos nutritivos e ambientalmente sustentáveis porque não são precisos muitos recursos para os produzir.

Na União Europeia são ainda uma novidade culturalmente difícil de digerir, mas as larvas de besouros foram os primeiros insetos autorizados pela Agência Europeia de Segurança Alimentar.

Será que haverá clientela para hambúrgueres ou barras doces feitas de larvas?

"Penso que temos que fazer uma comida de qualidade e apetitosa. Penso que para as pessoas é muito importante que, quando comem um hambúrguer de larvas de besouros, esse hambúrguer seja de boa qualidade", disse Lies Hackelbracht, criadora de insectos para alimentação humana, em entrevista à euronews.

São necessária cada vez mais terra, água e químicos para produzir comida, pelo que a substituição de proteínas tradicionais por insetos pode reduzir esse impacto no planeta.

“Quando chegarmos aos nove mil milhões de pessoas não se poderá produzir carne para toda a gente, então temos que procurar alternativas com alto nível proteico e podemos usar plantas, mas também poderemos usar os insetos”, acrescentou Lies Hackelbracht.

Legislação pode incentivar o consumo

Uma unidade na Bélgica já faz criação de vários insetos, nomeadamente grilos e gafanhotos, mas por agora são usados como ração animal.

Mas como os estudos têm provado que os insectos são ricos em proteína, gordura e fibra, o proprietário, Alexander Maloy, está otimista sobre a futura aprovação como alimento para humanos e considera a legislação bemvinda.

"Penso que dentro de alguns anos este setor vai crescer e é muito importante que agora haja legislação, algo que não acontecia antes. Assim, teremos mais condições para avançar e tornar os insetos populares para consumo", disse Alexander Maroy à euronews.

Nos últimos dois anos, a Agência Europeia de Segurança Alimentar recebeu mais de uma centena e meia de pedidos para avaliar “novos alimentos”, feitos à base de algas e de várias espécies de insetos.