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Falta de rentabilidade deverá levar Islândia a deixar de caçar baleias

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Falta de rentabilidade deverá levar Islândia a deixar de caçar baleias
Direitos de autor  Charles Krupa/AP2009
De  Nara Madeira  com AFP

A diminuição da procura está a levar as autoridades da Islândia a ponderarem pôr fim à caça à baleia em 2024. O regresso do Japão, o principal mercado de carne de baleia, a esta prática, em 2019, reduziu, drasticamente a procura. Apenas uma baleia foi morta nos últimos três anos pelos baleeiros islandeses.

Para os especialistas esta é uma atividade que requer um grande controlo. Um biólogo marinho, Gisli Vikingsson, aconselhava a que se estabeleçam limites máximos em vez de se recomendar a captura ou não de um recurso específico, e não apenas no que diz respeito às baleias. Explicava ainda que "mesmo que a atividade baleeira seja sustentável do ponto de vista biológico", pode não sê-lo no "plano social ou económico", que são questões de outras índoles.

As quotas para a Islândia para 2019-23 permitem a caça de 209 baleias de barbatanas, a segunda maior espécie do planeta, e 217 baleias anãs. Mas já restam poucas empresas que podem fazê-lo.

A Islândia tinha retomado a caça comercial à baleia em 2006, mas a saída do Japão da Comissão Baleeira Internacional fez com que esta atividade deixasse de ser rentável para os islandeses. Para além da Islândia e do Japão apenas a Noruega ainda permite esta pesca.