Glaciares estão a derreter a uma "velocidade dramática"

Consequências das alterações climáticas
Consequências das alterações climáticas Direitos de autor Rodrigo Abd/AP
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Relatório da Organização Meteorológica Mundial sublinha as tendências preocupantes que marcam a progressão das alterações climáticas

PUBLICIDADE

As alterações climáticas estão a provocar recordes na subida do nível do mar, no derretimento dos glaciares e no aumento das temperaturas. Os dados estão em destaque no mais recente relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgado esta-sexta-feira, um dia antes de ser assinalado o “Dia Mundial da Terra”.

O documento sublinha as tendências preocupantes que marcam a progressão das alterações climáticas. Estas incluem os recordes europeus de derretimento de glaciares em 2022 e a diminuição do gelo marinho na Antártida, em fevereiro de 2022, para o nível mais baixo de que há registo.

Além disso, o oceano está a tornar-se mais quente, com a quantidade de calor armazenada pelos oceanos a atingir um novo recorde em 2022. A taxa de subida global do mar duplicou desde 1993, atingindo também um novo recorde.

Globalmente, os últimos oito anos foram os mais quentes registados desde 1850, com temperaturas a 1,15 graus Celsius acima da média de 1850-1900.

No mês passado, os principais cientistas climáticos do mundo escreveram no relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC) que a bomba relógio climática estava "a fazer tiquetaque".

Samantha Burgess, vice-diretora do Copernicus Climate Change Service, disse que o nível de gases com efeito de estufa produzidos na Europa, por exemplo, tornará improvável que se atinja o objetivo do Acordo de Paris de 2015 de limitar o aquecimento a 1,5 graus Celsius, uma conclusão também alcançada no relatório do IPCC.

Riscos humanitários

"Enquanto as emissões de gases com efeito de estufa continuarem a aumentar e o clima continuar a mudar, as populações de todo o mundo continuarão a ser gravemente afetadas pelo clima e eventos climáticos extremos", disse o Secretário-Geral da OMM, Petteri Taalas, num comunicado de imprensa.

Taalas acrescentou que a seca na África Oriental, as chuvas recorde no Paquistão e ondas de calor na China e na Europa afetaram dezenas de milhões de pessoas e custaram milhares de milhões de euros em prejuízos.

Os impactos socioeconómicos das alterações climáticas incluirão problemas como a segurança alimentar e a deslocação da população, disse o relatório da OMM, o que representa "múltiplos riscos humanitários para a sociedade".

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

"Lavar a loiça a dobrar"? Uma forma de perder dinheiro e prejudicar o ambiente

Países europeus enfrentam um novo ano de seca

Metade dos glaciares irá desaparecer até 2100