O único caso confirmado continua a evoluir bem e deseja cumprir a “quarentena normal”. Desde terça-feira, os 13 isolados podem sair dos quartos com EPI e máscara.
Em Espanha, o Hospital Gómez Ulla, em Madrid, trabalha esta terça-feira para que os 13 casos isolados por contacto com hantavírus, que voltaram a dar negativo, possam receber visitas "faseadas e seguras" esta semana, enquanto o único positivo confirmado continua a evoluir favoravelmente e mantém muita vontade de poder cumprir uma "quarentena normal".
"Estão muito entusiasmados, com muita vontade e muito contentes por terem recebido a notícia do segundo negativo", sublinhou, em declarações aos meios de comunicação, José García, delegado da Central Sindical Independiente y de Funcionarios (CSIF) no Hospital Gómez Ulla, sobre os 13 passageiros do MV Hondius que esta terça-feira cumprem o nono dia de quarentena no hospital.
Autorização para sair do quarto
Os 13 casos que tiveram contacto com o hantavírus podem, a partir desta terça-feira, sair dos quartos individuais para as zonas comuns do mesmo piso onde foram internados, munidos de equipamento de proteção individual (EPI) e máscara, em conformidade com o protocolo definido pela Comissão de Saúde Pública, e receber visitas "faseadas e seguras".
García considerou positivo que o novo resultado negativo nos 13 casos demonstre que "as coisas estão a ser feitas como deve ser", uma vez que não houve contaminação cruzada com o único infetado.
O homem de 70 anos que está, desde segunda-feira da semana passada, na Unidade de Isolamento e Tratamento de Alto Nível (Uatan) "por enquanto está bem, está a evoluir favoravelmente". Em relação a este doente estão a ser estudadas "todas as possibilidades", embora "seja difícil que possa receber visitas", apesar de "estar desejoso que a doença passe para poder regressar à sua quarentena normal", afirmou José García, em declarações aos jornalistas.
Atentos ao cumprimento dos protocolos
Quanto à possibilidade de os internados continuarem a quarentena em casa a partir do 28.º dia desde o início do confinamento, o delegado da CSIF apelou à prudência. Sublinhou, no entanto, que isso acontecerá se a Saúde Pública considerar que «não há qualquer problema» em que regressem a casa, ainda que se mantenham muito atentos ao cumprimento dos protocolos.
O sindicato saudou ainda o facto de o Hospital Gómez Ulla ter renovado o contrato de 200 trabalhadores cujo vínculo expirava de forma iminente, após a reunião que a CSIF manteve com o Ministério da Função Pública, ao que se juntará um reforço de mais 70 pessoas.