Frontex elabora novo plano, mas não há quem queira receber migrantes

Frontex elabora novo plano, mas não há quem queira receber migrantes
De  Isabel Marques da Silva com Lusa
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button

A Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira vai criar um grupo de trabalho para elaborar um novo plano para a operação Trinton, de patrulha do Mar Mediterâneo. É a resposta ao pedido da Itál

PUBLICIDADE

A Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira vai criar um grupo de trabalho para elaborar um novo plano para a operação Triton, de patrulha do mar Mediterrâneo.

É a resposta da agência, conhecida por Frontex, ao pedido da Itália para que os migrantes resgatados no mar sejam levados para outros portos da União Europeia.

Um dia depois do anúncio, o diretor-executivo da Frontex deu explicações no Parlamento Europeu.

“Para um plano operacional ser adotado é preciso ter o acordo de todos os Estados-membros que participam nele. Logo, não é uma questão apenas entre a Itália e a Frontex. Recebi um pedido italiano, mas não houve Estados-membros que se mostrassem disponíveis”, disse Fabrice Leggeri aos jornalistas, no final da audição.

Frontex Executive Director in Brussels: “No contradiction between search and rescue and law enforcement at sea in our mandate” pic.twitter.com/nKbe3WVGtb

— Frontex (@Frontex) July 12, 2017

De acordo com o plano em vigor, independentemente da bandeira do barco que faz o resgate, cabe à Itália receber os migrantes.

Tal inclui as pessoas resgatadas por organizações não-governamentais, tais como a Médicos Sem Fronteiras (MSF), que salvaram a vida a dezenas de milhares de requerentes de asilo.

“As autoridades italianas coordenam o socorro e são, também, responsáveis por determinar qual é o porto para onde se encaminham os migrantes”, disse, à euronews, Marco Bertotto, da delegação italiana da MSF, que também participou na audição parlamentar.

“Dada a falta de acordos bilaterais com outros países, e considerando que alguns, tais como a Líbia e a Tunísia, não podem ser definidos como portos seguros, a Itália tem o dever de facilitar o desembarque destas pessoas”, acrescentou Marco Bertotto.

O governo italiano sugeriu que França ou Espanha abram os portos, mas estes países não apoiam a proposta.

O país pode contar, por agora, apenas com mais dinheiro da União Europeia.

Mais de 85 mil migrantes chegaram a Itália em 2017, tendo cerca dois mil morrido na travessia, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Euronews em força nas eleições europeias que vão marcar uma era

O que faz o Parlamento Europeu?

O que faz a Comissão Europeia?