Bruxelas enfrenta consolidação de euroceticismo checo

Bruxelas enfrenta consolidação de euroceticismo checo
De  Isabel Silva
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As instituições europeias vão ter que continuar a lidar com uma voz assumidamente eurocética depois da reeleição de Milos Zeman como Presidente da República Checa, político que defende um referendo semelhante ao do Brexit e com uma postura cada vez mais próxima da Rússia.

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Defensor de um referendo semelhante ao do Brexit e com uma postura cada vez mais próxima da Rússia, Milos Zeman foi reeleito, sábado, presidente da República Checa.

As instituições em Bruxelas sabem que terão que lidar com uma voz assumidamente eurocética, mas esperam que o primeiro-ministro, Andrej Babis, contrabalance esse tom, durante a visita a Bruxelas, segunda-feira, para se reunir com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

"Há nuances entre Milos Zeman e Andrej Babis, já que Babis não é tão anti-europeu quanto o Presidente Zeman. Mas sabemos bem que os encontros em Bruxelas servem mais para dizer a Jean-Claude Juncker o que ele quer ouvir do que para efetivamente discutir políticas concretas", disse, à eurornews, Jean-Michel De Waele, cientista político na Universidade Livre de Bruxelas.

Eleito no mês passado, o primeiro-ministro insiste que está contra um referendo e que assumirá uma posição pró-União Europeia, apesar de manter uma linha crítica da política de migração europeia.

"Não se pode fazer uma política de migração à la carte, de acordo com os resultados das eleições em cada país. A República Checa deve atender às decisões existentes r não penso que a situação se vá alterar profundamente", acrescenta Jean-Michel De Waele.

Contudo, Andrej Babis tem, repetidamente, dito que alinhará com os outros países do grupo de Visegrado - que inclui a Eslováquia, Polónia e Hungria - contra o sistema de quotas para redistribuir refugiados.

A União Europeia quer reformar a política de asilo até junho.

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