"Faça comércio, não guerra" pediu Tusk a Trump

"Faça comércio, não guerra" pediu Tusk a Trump
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De  Isabel Silva com Lusa and Reuters
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O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, para não ameaçar aliados com uma guerra comercial. Entretanto, a comissária europeia para o Comércio explicou a estratégia para um eventual processo contra os EUA junto da Organização Mundial do Comércio.

"Donald Trump disse que os verdadeiros amigos seriam excluídos das medidas propostas"

Donald Tusk Presidente do Conselho Europeu

A ameaça de uma guerra comercial por causa do aumento das taxas aduaneiras sobre o aço e o alumínio poderia ter sido evitada se os EUA não tivessem abandonado as negociações para um acordo de livre comércio com a União Europeia.

A chamada de atenção é do presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que pediu ao presidente dos EUA para "fazer comércio, não guerra", durante uma visita à Finlândia, quarta-feira.

"Donald Trump disse que os verdadeiros amigos seriam excluídos das medidas propostas. Gostaria de enfatizar hoje que o mundo livre sobreviveu a décadas muito difíceis graças ao facto de os europeus e os americanos terem sido verdadeiros amigos. Estime essa amizade, não a ponha em causa", apelou Tusk.

O presidente do Conselho Europeu referia-se ao TTIP (sigla em Inglês para Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento), congelado após a vitória eleitoral de Trump, em 2016. Tusk já anunciou que o tema será debatido na cimeira da União Europeia, na próxima semana.

REUTERS/Vincent Kessler
Cecilia MalmstromREUTERS/Vincent Kessler

Por seu lado, o Parlamento Europeu chamou a comissária europeia com a pasta para explicar os próximos passos.

"A cláusula de segurança existe nas regras da Organização Mundial de Comércio (OMC) para ser invocada em casa de guerra, agora está ser mal utilizada pelos EUA. Estamos confiantes de que poderemos ganhar um processo na OMC e já contactámos amigos e aliados no sentido de ter uma abordagem conjunta no processo na OMC", disse Cecilia Malmström. 

O diretor-geral da OMC alertou, na segunda-feira, para o risco de uma escalada de retaliações após a decisão dos Estados Unidos da América. "Sabemos quando e como começa, mas não sabemos quando vai terminar", afirmou Roberto Azevêdo, após um encontro com o Presidente do Brasil, Michel Temer.

Os EUA vão começar a aplicar taxas aduaneiras de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio, com o Canadá e o México excluídos destes pagamentos, anunciou, na quinta-feira, a Casa Branca.

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