Os Estados Unidos da América levantaram a possibilidade de aumentar as tarifas sobre as importações de carros europeus.
Os automóveis europeus voltaram a estar no centro das discussões, depois de um fim de semana tenso nas relações transatlânticas, .
De um lado, os Estados Unidos a alegar que as importações de carros europeus são uma ameaça à segurança nacional, do outro, a Alemanha a recusar qualquer aumento de tarifas sobre as importações com base em questões de segurança.
Já Bruxelas garante uma resposta rápida e apropriada, perante qualquer ação "prejudicial para os interesses europeus" por parte dos Estados Unidos,
"O presidente Juncker confia na palavra do presidente Trump. A União Europeia mantém a palavra, desde que os EUA façam o mesmo", afirmou o porta-voz da Comissão Europeia Margaritis Schinas.
A palavra do presidente dos Estados Unidos e do presidente da Comissão Europeia foi celebrada num acordo assinado no verão de 2018, em que as duas partes se comprometeram a reduzir tarifas a produtos industriais, salvaguardando a indústria automóvel.
Com os laços transatlânticos enfraquecidos, alguns Democratas fizeram questão de acalmar os receios europeus.
Em viagem pela Europa, o senador democrata por Nova Jérsia, Bob Menendez, defendeu que "há muitas vozes nos Estados Unidos, inclusive no Congresso. O presidente tem um número limitado de mandatos, o Congresso não. Portanto, vai sempre haver um relacionamento, que está enraizado numa forte crença bipartidária na aliança transatlântica na União Europeia e na NATO".
Além das fricções comerciais, outras questões políticas tinham já dividido Estados Unidos e Europa, durante a Conferência de Segurança, este fim-de-semana, em Munique.