UE e Turquia retomaram o diálogo em Bruxelas

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Direitos de autor Stephanie Lecocq/AP
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De  Isabel Marques da SilvaEfi Koutsokosta
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A exploração turca de gás em águas do mar Mediterrâneo tem sido um desafio à unidade da Unidade Europeia, solidário com a Grécia e Turquia, mas com posições distintas sobre como lidar com esse país.

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Depois de terem sido decretadas sanções devido à exploração de gás no mar Mediterrâneo que afeta os Estados-membros Chipre e Grécia, a União Europeia regressou ao diálogo com a Turquia, numa reunião, quinta-feira, em Bruxelas.

O chefe da diplomacia comunitária, Josep Borrell, e o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlüt Çavuşoğlu, querem voltar a página na relação entre vizinhos e aliados na NATO.

"2020 foi um ano problemático em termos das relações bilaterais entre a Turquia e a União Europeia, que teve repercussões na declaração conjunta saída da cimeira da União Europeia de dezembro. Mas desde então ambas as partes manifestaram vontade de criar um ambiente positivo para o desenvolvimento dos laços bilaterais", disse Mevlüt Çavuşoğlu, ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia.

"Outro passo positivo foi a anunciada retoma das negociações exploratórias entre a Turquia e a Grécia. Desejamos fortemente ver uma acalmia sustentada no Mediterrâneo Oriental, e em toda a região", afirmou Josep Borrell, chefe da diplomacia da União.

Maior pressão virá dos EUA

Maior pressão vinda em breve dos EUA, que aprovou sanções contra a Turquia devido à instalação de um sistema de defesa anti-míssil de fabrico russo, também poderia isolar este aliado da NATO.

"Não há dúvidas de que a Turquia criou muitos problemas ao comprar equipamento militar russo que não é compatível com o equipamento da NATO, bem como o facto de ter um comportamento ofensivo no mar Mediterrâneo, na Líbia, na Síria, etc", explicou Anders Fogh Rasmussen, ex-secretário-geral da NATO.

"No entanto, precisamos de uma aliança estreita com a Turquia e penso que a eleição do presidente Joe Biden nos EUA criou uma nova situação. O presidente turco Recep Tayyip Erdoğan percebeu que depois de Trump ter sido corrido do cargo de presidente deixaria de ter um aliado na Casa Branca e tem de se portar melhor", acrescentou.

A exploração turca de gás em águas do mar Mediterrâneo tem sido um desafio à unidade do bloco, solidário com a Grécia e Turquia, mas com posições distintas sobre como lidar com esse país.

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