Hungria: Eurodeputados unidos contra polémica lei anti-LGBTQI

Hungria: Eurodeputados unidos contra polémica lei anti-LGBTQI
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Membros do Parlamento Europeu defendem suspensão de fundos da União Europeia para o país

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As possíveis violações dos direitos da comunidade LGBTQI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero, Queers e Intersexuais) na Hungria despertaram um coro de críticas no Parlamento Europeu.

Muitos eurodeputados denunciam a lei aprovada em junho pelo Parlamento de Budapeste. A legislação polémica não só equipara a homossexualidade à pedofilia como também proíbe "a representação e promoção de uma identidade de género diferente do sexo à nascença, da mudança de sexo e da homossexualidade."

Os eurodeputados pedem marcha-atrás e exigem mão pesada dos líderes europeus através dos procedimentos ao abrigo do artigo 7.º do Tratado da União Europeia.

"Podemos dar os parabéns a Viktor Orbán por vencer o campeonato europeu da lei mais homofóbica do continente. Os líderes do governo finalmente têm de escolher de que lado da história querem estar e votar no Artigo 7", sublinhou a eurodeputada holandesa do grupo Renovar a Europa, Sophie in 't Veld.

Já o eurodeputado socialista luxemburguês Marc Angel referiu, em entrevista à Euronews, que o executivo húngaro está a valer-se das questões de género para distrair os eleitores de problemas internos: "Haverá eleições na Hungria no próximo ano e esta é uma manobra de distração dos problemas reais. Há o problema da corrupção. Existe, por exemplo, o relatório do GRECO (Grupo de Estados Contra a Corrupção) ou outros relatórios do Organismo Europeu de Luta Antifraude. Por isso, isto serve para desviar a atenção, para dividir a sociedade e encontrar um tema. Nas últimas eleições Orbán voltou-se para os refugiados. Desta vez, o alvo é o outro grupo vulnerável, a comunidade LGBTQI."

O eurodeputado Balázs Hidvéghi, do Fidesz, o partido no poder na Hungria, insistiu que a questão é um assunto interno e que a lei não é homofóbica. Está pensada para as crianças: "Assistimos a uma tendência na Europa Ocidental e nos EUA em que vários tipos de organizações não-governamentais estão a fazer sessões em jardins-de-infância e escolas sobre sexualidade, sobre homossexualidade e mudança de sexo, sobre tratamentos hormonais e coisas desse tipo. Consideramos que está errado."

A resolução do Parlamento Europeu, a ser votada esta quinta-feira, apela a uma ação judicial e à suspensão de apoios da União Europeia à Hungria se a lei não for retirada. Com cinco grupos políticos a apoiar a causa, é provável que a resolução seja facilmente aprovada.

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