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UE: 30 mil milhões de euros para futuras emergências sanitárias

UE: 30 mil milhões de euros para futuras emergências sanitárias
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De Pedro Sacadura com Lusa
Publicado a Últimas notícias
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Bruxelas quer estar preparada para responder a potenciais ameaças como a da pandemia de Covid-19. A nova Autoridade Europeia de Resposta a Emergências Sanitárias terá alocados seis mil milhões de euros durante os próximos seis anos

A pandemia de Covid-19 está longe de terminada, mas para a Europa é tempo de apontar baterias a ameaças de saúde futuras.

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Para evitar que uma epidemia local volte a tornar-se numa pandemia global, a Comissão Europeia criou a nova Autoridade Europeia de Preparação e Resposta a Emergências Sanitárias (HERA). Os detalhes foram divulgados esta quinta-feira.

Na prática, faz parte esforço para preencher as lacunas do bloco comunitário em matéria de prevenção, deteção e resposta rápida a emergências sanitárias.

A nova autoridade terá um orçamento de seis mil milhões de euros, estimando-se, até 2027, um investimento global na ordem dos30 mil milhões de euros para combater crises como da Covid-19.

“Investir na saúde é um investimento no nosso futuro. Por isso, asseguraremos que a HERA tenha o poder financeiro necessário, de seis mil milhões de euros nos próximos seis anos no âmbito do Quadro Financeiro Plurianual (2022-2027). Isto aumenta para quase 30 mil milhões de euros o investimento em segurança sanitária, preparação e resposta através de outros programas da União Europeia", sublinhou, em conferência de imprensa, a comissária europeia com a pasta da Saúde, Stella Kyriakides.

A Comissão Europeia conta com a colaboração das autoridades nacionais competentes, reunindo informação, inovação e partilhando capacidades científicas.

Para poder entrar rapidamente em vigor, a HERA funcionará como uma estrutura interna do executivo comunitário e estará plenamente operacional a partir do início de 2022.

Será esta autoridade, por exemplo, que deverá garantir o desenvolvimento, produção e distribuição de medicamentos, vacinas a par de luvas ou máscaras, que escassearam no início da pandemia.

"No início da crise, definitivamente perdemos a capacidade industrial necessária a qualquer nível na União Europeia para administrar um plano e um programa tão grande. Perdemos, e é verdade que tivemos que criá-lo, passo a passo. Fizemo-lo e funcionou. Mas está claro que isso não tem nada a ver com agências independentes como a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC)", acrescentou, durante a conferência de imprensa, Thierry Breton, o comissário europeu do mercado interno.

Desde o final do ano passado, a pandemia de Covid-19 já provocou a morte de mais de 4.5 milhões de pessoas em todo o mundo.

No futuro, a Europa não quer ser apanhada de surpresa, mas está por saber se alguma vez será possível estar completamente a postos para o imprevisto.

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