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Conselho de Comércio e Tecnologia UE-EUA arranca em Pittsburgh

Conselho de Comércio e Tecnologia UE-EUA arranca em Pittsburgh
Direitos de autor John Thys/AFP or licensors
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De  Euronews
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Comércio, economia e tecnologia dominam agenda do encontro

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Depois de vários anos de turbulência, a União Europeia e os EUA voltam a sentar-se. Vão discutir, entre outras coisas, como fazer frente à China.

A primeira reunião do novo Conselho de Comércio e Tecnologia decorre hoje em Pittsburgh.

Do lado europeu há ambições de mais influência na arena global, mas também de ajudar a ditar as regras do jogo no século XXI.

No papel, o plano parece abstrato. Pretende-se facilitar o comércio, alargar o investimento, desenvolver padrões e aumentar a inovação. Mas o que é que isso quer dizer na prática?

"Não se trata de negociações comerciais como tivemos no passado com o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP). Na verdade, é mais uma discussão de cooperação entre a União Europeia e os EUA a nível governamental e também a nível de reguladores. É sobre saúde. É sobre o clima. É sobre o digital e a concorrência. O Conselho de Comércio e Tecnologia é realmente sobre o nexo entre comércio e matérias digitais", explicou Léa Auffret, da Organização Europeia de Consumidores (BEUC).

Da agenda do encontro constam temas como inteligência artificial, tecnologia verde, governança de dados ou como construir uma cadeia global de abastecimento de semicondutores.

Mas o diálogo pode ser ensombrado pela crise dos submarinos, que apanhou França de surpresa.

Os observadores esperam que este encontro seja, pelo menos, transparente.

"A nossa principal preocupação é que este Conselho de Comércio e Tecnologia possa ser usado como uma espécie de ferramenta pela administração dos EUA e pela indústria para impedir a União Europeia de regulamentar coisas importantes, como plataformas de regulamentação e inteligência artificial", acrescentou Léa Auffret, da Organização Europeia de Consumidores (BEUC).

Diferenças a parte, a União Europeia e EUA têm um objetivo comum: assegurar que a China, com valores e padrões diferentes, não domina a tecnologia mundial.

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