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UE impõe preços máximos a produtos petrolíferos refinados russos

A curto prazo, os peritos não estão preocupados com a escassez de gasóleo, uma vez que as empresas fizeram um armazamento a contar com esta situação
A curto prazo, os peritos não estão preocupados com a escassez de gasóleo, uma vez que as empresas fizeram um armazamento a contar com esta situação Direitos de autor AP/Copyright 2022 The AP. All rights reserved.
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De  Sandor ZsirosIsabel Marques da Silva
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Os 27 países e os parceiros no G7 (EUA, Canadá, Reino Unido e Japão) passaram a impôr teto máximo de preço para todos os produtos refinados do petróleo e não apenas o combustível em bruto.

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A União Europeia (UE) intensificou a luta económica contra a Rússia, no domingo, ao implementar um conjunto de medidas sobre o mercado petrolífero, nomedamente a entrada em vigor de uma proibição de importação de produtos petrolíferos refinados russos. 

Esta medida inclui a aquisição de gasóleo e combustível para aviões a jacto.

"Na UE, até 5 de fevereiro, foram importados da Rússia cerca de 70 milhões de euros, por dia, de produtos petrolíferos, especialmente gasóleo. A UE tem sido, de longe, o maior comprador de produtos petrolíferos da Rússia. Portanto, esta medida terá um grande impacto", referiu, à euronews, Lauri Myllyvirta, analista no Centro de Investigação sobre Energia e Ar Limpo.

A curto prazo, os peritos não estão preocupados com a escassez de gasóleo, uma vez que as empresas fizeram um armazamento a contar com esta situação. Ainda não é possível antecipar as tendências de longo prazo.

O limite de preços para este comércio deveriam ser substancialmente mais baixos do que o que foi fixado.
Lauri Myllyvirta
Analista, Centro de Investigação sobre Energia e Ar Limpo

Também a partir de 5 de fevereiro, a UE e os parceiros no G7 (EUA, Canadá, Reino Unido e Japão) passaram a impôr teto máximo de preço para todos os produtos refinados do petróleo e não apenas o combustível em bruto.

Isto significa que as empresas com sede na UE não podem fazer negócios com produtos de primeira qualidade, tais como querosene e gasolina, a um preço superior a 100 dólares por barril, se for proveniente de petroleiros russos.

Para os chamados produtos "com desconto", óleo combustível e nafta, foi fixado um preço máximo de 45 dólares por barril.

"Os limites de preços máximos dos vários produtos petrolíferos é fixado a um nível elevado. Assim, a Rússia ainda vai poder lucrar com este comércio. As empresas europeias vão continuar a transportar petróleo bruto e produtos petrolíferos russos para países terceiros. O limite de preços para este comércio deveriam ser substancialmente mais baixos do que o que foi fixado", considera a analista Lauri Myllyvirta.

Rússia contorna a legislação?

A Rússia poderá contornar as últimas sanções da UE se algumas falhas nesta legislaçãos não forem colmatadas, avisa Lauri Myllyvirta.

"Este vai ser um "jogo do gato e do rato", qu econtinuará enquanto a Rússia levar a cabo a guerra de contra a Ucrânia. Assim, por exemplo, a Rússia está agora a exportar petróleo bruto para países como a Turquia, Emiratos Árabes Unidos, Índia. Esses países depois refinaram produtos petrolíferos a partir do petróleo bruto russo. Alguns desses produtos refinados são importados para a UE, para os EUA, para a Austrália, etc. Esta é uma lacuna que pode ser resolvida", expliciou a analista.

A UE está também a trabalhar num novo conjunto de sanções contra a Rússia, que deverá ser introduzido até ao primeiro aniversário da invasão da Ucrânia, a 24 de fevereiro.

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