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Lucros recorde da petrolífera saudita em 2022 escandalizam a Aministia Internacional

Lucros da Aramco (à esq.) escandalizaram secretária-geral da Amnistia Internacional (à dir.)
Lucros da Aramco (à esq.) escandalizaram secretária-geral da Amnistia Internacional (à dir.) Direitos de autor AP Photo/Amr Nabil/Denis Farrell (arquivo)
Direitos de autor AP Photo/Amr Nabil/Denis Farrell (arquivo)
De  Francisco Marques
Publicado a Últimas notícias
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Petrolífera detida a mais de 98% pelo estado saudita registou lucros de 161 mil milhões de dólares, beneficiando da invasão russa da Ucrânia

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A empresa petrolífera saudita Aramco registou só no decorrer do ano passado lucros de 161 mil milhões de dólares, o equivalente a 151 mil milhões de euros, os "maiores de sempre", sublinha a companhia, em comunicado.

A Aramco, detida em mais de 98% pelo estado saudita, explicou os ganhos históricos com a alta dos preços do crude ao longo do ano passado provocada pela guerra na Ucrânia e as consequentes sanções internacionais sobre os combustíveis fósseis russos.

Apesar da urgência numa transição para fontes de energia renováveis, a petrolífera saudita conta vir ainda a aumentar mais a produção para aproveitar a atual crescente procura no mercado para, lê-se no comunicado, financiar os projetos do príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, para distanciar a Arábia Saudita do petróleo.

Os planos sauditas vão em contracorrente, no entanto, da tendência da maior parte do resto do mundo em reduzir as emissões poluentes e travar o aquecimento global.

Os lucros recorde agora revelados pela Aramco são, por outro lado, considerados "escandalosos" pela secretária-geral da Amnistia Internacional.

Em comunicado, Agnès Callamard classifica os lucros da Armaco "ainda mais chocantes" por terem sido "acumulados num ano de marcado por uma crise global do custo de vida e pelo aumento dos preços da energia devido à agressão russa contra a Ucrânia".

A Amnistia Internacional considera que este lucro - "o maior jamais divulgado por uma companhia num único ano", sublinha - deve ser investido numa "transição para as energias renováveis baseada nos direitos humanos."

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