EventsEventosPodcasts
Loader
Encontra-nos
PUBLICIDADE

Indústria farmacêutica intensifica lobbying para reformar legislação europeia

Atualmente, apenas 1 em cada 5 novos tratamentos tem origem na Europa
Atualmente, apenas 1 em cada 5 novos tratamentos tem origem na Europa Direitos de autor AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De  euronews
Publicado a
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

A indústria farmacêutica prossegue a sua batalha para reformar a legislação europeia sobre medicamentos. No final de março, a Comissão Europeia deve apresentar as suas propostas para atualizar um texto com 20 anos. Neste jogo de influência, a indústria intensifica o lobbying na reta final.

PUBLICIDADE

A indústria farmacêutica prossegue a sua batalha para reformar a legislação europeia sobre medicamentos. No final de março, a Comissão Europeia deve apresentar as suas propostas para atualizar um texto com 20 anos. 

Neste jogo de influência, a indústria intensifica o lobbying na reta final. No bairro europeu de Bruxelas é bem visível uma campanha publicitária. A indústria mostra-se preocupada com o fosso cada vez maior entre a União Europeia e os seus concorrentes americanos e asiáticos, em termos de investimento e acesso aos tratamentos mais recentes.

"Existem algumas diferenças significativas. A disparidade de investimento entre os EUA e a UE há 20 anos era de 2 mil milhões de euros e agora é de 25 mil milhões de euros. O fosso aumentou mil por cento. E é muito preocupante que esta tendência continue e queremos travá-la e invertê-la", destaca Nathalie Moll, diretora-geral da Federação Europeia de Associações e Indústrias Farmacêuticas (EFPIA). 

O setor acrescenta que há 25 anos, 50% dos novos tratamentos tinham origem na Europa, percentagem que atualmente ronda os 20%. A indústria farmacêutica diz que o texto que ainda está a ser elaborado pela Comissão ameaçaria a competitividade e o emprego.

As empresas têm transferido algumas das suas atividades para fora da Europa, como realça Virginia Acha da Merck Sharp and Dohme. "Nos últimos anos assistimos, infelizmente, a uma deslocação da investigação clínica para outras partes do mundo. Os EUA levaram o que costumava ser a principal vantagem da Europa para a biotecnologia. Agora está nos EUA. E gostaríamos de ver a Europa recuperar esse papel". 

Nesta batalha política, as empresas farmacêuticas também lembram o seu peso económico. O setor investe 43 mil milhões de euros por ano em Investigação e Desenvolvimento (I&D), emprega diretamente 840 mil pessoas e sustenta 2,5 milhões de postos de trabalho na União.

A Comissão prossegue o seu trabalho. E realça que esta reforma tem como "objetivo encontrar o equilíbrio certo entre promover a inovação e garantir o acesso a medicamentos acessíveis em toda a União Europeia".

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Ucrânia: bombardeamento em Kherson faz pelo menos dois mortos

Sérvia: Vučić acusa os países ocidentais de quererem atrasar a adesão à UE

Kiev organiza cerimónia em memória das vítimas de ataque russo ao hospital pediátrico