Finlândia é o 31º membro da NATO

Finlândia diz que adesão não está completa sem a Suécia
Finlândia diz que adesão não está completa sem a Suécia Direitos de autor Antti H'm'l'inen/Lehtikuva
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Marco histórico acontece no dia do 74º aniversário da Aliança Atlântica

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A Finlândia tornou-se oficialmente, esta terça-feira, no 31º membro da NATO, aumentando a fronteira da Aliança Atlântica com aRússia.

"Este é um dia histórico. Damos as boas-vindas à Finlândia como novo membro da nossa Aliança”, anunciou o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, durante uma cerimónia no quartel-general, em Bruxelas, onde foi içada, pela primeira vez, a bandeira do país.

"O que acontece a partir de hoje é que a Finlândia estará coberta pelas rígidas garantias de segurança da NATO. O artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte refere que um ataque a um aliado será considerado um ataque a todos: um por todos, todos por um”, insistiu Stoltenberg.

Para chegar aqui, Helsínquia este quase 11 meses na sala de espera.

"A era do não-alinhamento militar da nossa história chegou ao fim. Começa uma nova era", disse o presidente finlandês, Sauli Niinistö, acrescentando que a adesão “não é dirigida contra ninguém."

Niinistö referiu ainda que a Finlândia é um país “estável”, que "procura a resolução pacífica de disputas", e sublinhou que como o pedido de adesão foi feito em conjunto em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia, "a adesão da Finlândia não está completa sem a da Suécia.

A Turquia tornou-se no mais recente Estado-membro a ratificar a entrada da Finlândia para a NATO, mas continua a bloquear as aspirações da Suécia. Acusa Estocolomo de dar refúgio a militantes curdos.

O Parlamento húngaro também continua sem dar "luz verde" e argumenta que a Suécia critica Budapeste em matéria de democracia e Estado de direito.

Não é de esperar que a Suécia saia do limbo antes das eleições presidenciais e legislativas turcas, em maio.

O objetivo da NATO é ter a adesão plena do país na Cimeira de Vilnius, em julho deste ano.

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