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França declara estado de emergência na Nova Caledónia após tumulto que causou quatro mortos

Polícia franceses faz patrulha numa rotunda em Noumea, Nova Caledónia.
Polícia franceses faz patrulha numa rotunda em Noumea, Nova Caledónia. Direitos de autor Clotilde Richalet/Copyright 2021 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Clotilde Richalet/Copyright 2021 The AP. All rights reserved
De  Euronews
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Três jovens indígenas Kanak e um polícia foram mortos em motins provocados por novo projeto de lei adotado em Paris, segundo o qual os residentes franceses que vivem na Nova Caledónia há 10 anos são autorizados a votar nas eleições locais. Líderes indígenas temem que o seu voto fique diluído.

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A França declarou o estado de emergência na ilha da Nova Caledónia, no Pacífico, na quarta-feira, depois de três jovens indígenas Kanak e um agente da polícia terem sido mortos em tumultos relacionados com a reforma eleitoral.

O estado de emergência entrou em vigor às 5 da manhã, hora local (18 horas de quarta-feira, hora de Lisboa), dando às autoridades poderes adicionais para proibir ajuntamentos e a circulação de pessoas na ilha administrada por França.

Foram enviados para a Nova Caledónia 500 agentes da polícia, que se vão juntar aos 1.800 habitualmente presentes na ilha, depois de os motins terem tomado conta das ruas, com veículos e empresas incendiados e lojas saqueadas. 

As escolas foram encerradas e a capital já está sujeita a um recolher obrigatório.

Na origem dos distúrbios está  um novo projeto de lei, adotado em Paris na terça-feira, segundo o qual os residentes franceses que vivem na Nova Caledónia há 10 anos podem votar nas eleições locais. Alguns líderes índígenas temem que o voto dos Kanak fique diluído.

"Não será tolerada qualquer violência", declarou o Primeiro-Ministro Gabriel Attal, acrescentando que o estado de emergência permitirá restabelecer a ordem. 

Os Kanak são originários da Nova caledónia e, em tempos, foram objeto de duras políticas de segregação.

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