Após vitória na eleição para a liderança do partido, Rui Rocha anunciou o nome da líder parlamentar da IL para a corrida a Belém. Marques Mendes e André Ventura são os outros candidatos certos, que surgem na sombra de Gouveia e Melo que ainda não confirmou a sua candidatura. PS continua dividido.
Depois de ser reeleito como presidente da Iniciativa Liberal, 73,4 por cento dos votos, Rui Rocha discursou para o público na convenção do partido onde anunciou o nome de Mariana Leitão como candidata a presidente da República. "Portugal precisa da Mariana Leitão", afirmou entre aplausos no pavilhão Paz e Amizade, em Loures.
Aos 42 anos, a líder parlamentar da bancada da Iniciativa Liberal diz que avança para a candidatura “da liberdade contra o medo, é uma candidatura do otimismo, da esperança, da ambição”, afirmando que esta surge da necessidade de ocupar o espaço das ideias liberais na corrida presidencial.
Quanto aos espaços já ocupados na corrida à Belém é difícil falar, uma vez que poucos são os candidatos oficiais, mas já existem nomes confirmados.
No centro-direita, Luís Marques Mendes segue os passos de Marcelo Rebelo de Sousa e depois de anos no comentário político televisivio avança para a candidatura a Belém. O nome do político do PSD já é dado como certo, sendo que deverá apresentar de forma oficial a sua candidatura na próxima quinta-feira, numa apresentação em Fafe, onde o antigo líder do PSD iniciou a vida política.
À direita, André Ventura volta a correr com o apoio do seu partido, o Chega, numa revelação foi feita através de uma carta enviada aos deputados do partido, depois de ter apoio da direção. O anúncio da candidatura oficial irá ocorrer a 28 de fevereiro.
O coordenador nacional do Sindicato para Todos os Profissionais da Educação (Stop), André Pestana, anunciou a intenção de se candidatar a presidente da República, falando em uma candidatura independente e "a favor dos trabalhadores". Joana Amaral Dias ainda não decidiu, mas o partido ADN já informou que irá apoiá-la se esta escolher avançar para corrida a Belém.
PS dividido na escolha do candidato
À esquerda nada, além de dúvidas. O Partido Socialista ainda não anunciou o seu candidato numa luta interna que começa mesmo antes de outro qualquer combate eleitoral. Os nomes apontados parecem ser o de António José Seguro e António Vitorino.
Nada é oficial, mas o antigo secretário-geral socialista, António José Seguro acredita que a direção do partido quer apoiar António Vitorino numa eventual corrida ao Palácio de Belém. Seguro não descarta, no entanto, avançar para a eleição mesmo que o PS opte mesmo por Vitorino.
Os dois nomes têm causado alguma divisão interna com nomes sonantes do partido a afirmarem o seu apoio aos possíveis candidatos.
É o caso de João Soares. O antigo ministro e dirigente do PS declarou no sábado apoio a uma eventual candidatura presidencial de António José Seguro. Nas redes sociais, João Soares disse que Seguro está a ser alvo de "uma campanha de 'bullying' político" dentro do partido.
“Votarei em António José Seguro nas próximas eleições presidenciais. Se, como espero, ele confirmando o que se afigura como certo a qualquer observador mesmo menos atento, decidir apresentar a sua candidatura", afirmou.
Também Ana Gomes mostrou resistência a uma eventual candidatura de António Vitorino, lembrando o seu “passado de advogado lobista”. Num programa de comentário político, a antiga candidata presidencial pediu ao secretário-geral do PS que escolha um nome “sério, credível, com experiência política” e não “espertalhuços que usem as instituições para outros desígnios que desacreditam e enfraqueçam a democracia”, disse a socialista.
A Comissão nacional do PS está convocada para 8 de fevereiro para discutir as presidenciais.
Gouveia e Melo lidera sondagens e vantagem aumenta numa segunda volta
Enquanto não são avançados mais nomes oficiais, paira no ar o de Gouveia e Melo que, apesar de não ter comentado sobre se iria ou não concorrer, tendo até negado essa possibilidade anteriormente, surge como o nome mais bem posicionado para vencer o escrutínio.
De acordo com uma sondagem ICS e ISCTE, para a SIC/Expresso, divulgado na quinta-feira, se as sondagens se realizarem agora, o almirante, agora na reserva, seria eleito presidente da República, liderando com 25% das intenções de voto na primeira volta. Numa segunda volta, o cenário de vitória mantém-se com uma vantagem ainda mais confortável.
Nesta sondagem, André Ventura surge como o melhor colocado para disputar uma segunda volta, com 16% ainda que com uma curta distância para António José Seguro que, se apoiado pelo PS, ficaria em terceiro lugar com 15% e António Vitorino, com 14%.
Luís Marques Mendes não vai além dos 13% das intenções de voto neste estudos.
Cenário diferente apresenta a sondagem da Intercampus para o Negócios, Correio da Manhã e CMTV, mas apenas no segundo lugar. É que, também aqui, Gouveia e Melo segue invicto, registando 33,1% das intenções de voto.
Melhor resultado apresenta Marques Mendes, com 14,1% das intenções de voto e o segundo lugar, seguido por André Ventura, com 9,4% e os possíveis candidatos socialistas, António Vitorino (8,6%) e António José Seguro (8,3%).
Marcelo Rebelo de Sousa já disse que que tenciona marcar as eleições presidenciais de 2026 para 25 de janeiro, calhando uma eventual segunda volta em 15 de fevereiro, três semanas depois. O atual presidente da República antevê que eleições serão “um momento muito intenso, pelo número de candidatos”.