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Contentores de componentes militares destinados a Israel bloqueados em França e Itália

Porto de Antuérpia, Bélgica, 16 de janeiro de 2006.
Porto de Antuérpia, Bélgica, 16 de janeiro de 2006. Direitos de autor  YVES LOGGHE/AP
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Os estivadores afirmam que não querem ser "cúmplices dos massacres" perpetrados pelo exército israelita na Faixa de Gaza.

O bloqueio começou na quarta-feira em França e estender-se-á a Itália na sexta-feira. Esta semana, os trabalhadores portuários da CGT do porto de Marselha-Fos bloquearam três contentores de componentes militares destinados a Israel.

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Na quarta-feira, pela primeira vez, recusaram-se a carregar um contentor de peças de metralhadoras fabricadas pela Eurolinks, sediada em Marselha, num navio com destino a Haifa, em Israel. Na quinta-feira, voltaram a fazê-lo, bloqueando dois outros contentores que deveriam ser carregados no mesmo navio.

Na quinta-feira, o sindicato dos estivadores e dos trabalhadores portuários do Golfo de Fos, CGT, explicou num comunicado de imprensa que os trabalhadores "não querem ser cúmplices de massacres e da perda de vidas humanas". Na quarta-feira, os trabalhadores já tinham avisado que não queriam "participar no genocídio em curso orquestrado pelo governo israelita".

Reação do Ministério da Defesa francês

De acordo com o Ministério das Forças Armadas francês, a licença para os componentes militares estipula que estes só podem ser montados em Israel e depois reexportados na sua totalidade para França e outros países parceiros.

No entanto, os líderes da esquerda acolheram bem estes bloqueios. Na quarta-feira, o primeiro-secretário do Partido Socialista (PS), Olivier Faure, reconduzido no cargo há algumas horas, afirmou que "o humanismo não está à venda". O líder de La France Insoumise (LFI), Jean-Luc Mélenchon, apelou a um "embargo imediato às armas de genocídio".

Portuários de Génova aderem ao movimento

Um grupo de estivadores de Génova anunciou que vai juntar-se ao movimento, bloqueando a atividade no porto italiano às 15 horas desta sexta-feira. Os trabalhadores afirmam estar "convencidos de que a luta contra o tráfico de armas nos portos exige ação".

A federação dos serviços públicos CGT confirmou que os estivadores italianos do porto de Génova decidiram substituir os estivadores franceses.

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