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Governo convoca embaixador do Irão para condenar "repressão violenta das manifestações"

O ministro dos Negócios Estrangeiros português Paulo Rangel
O ministro dos Negócios Estrangeiros português Paulo Rangel Direitos de autor  X/@nestrangeiro_pt
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De Euronews
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Ministério liderado por Paulo Rangel apela "a que sejam respeitados os direitos das cidadãs e dos cidadãos iranianos".

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, chamou o embaixador do Irão em Lisboa para "lhe transmitir de viva voz a condenação veemente (...) da repressão violenta das manifestações" dos últimos dias que fizeram centenas de mortos.

A informação foi divulgada pelo Ministério na rede social X. Na publicação, Paulo Rangel apela ainda a que "sejam respeitados os direitos das cidadãs e dos cidadãos iranianos".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros afirma também que, "no quadro de concertação europeia, Portugal está disponível para reforçar as sanções ao Irão".

De acordo com a organização não-governamental Iran Human Rights (IHRNGO), sediada na Noruega, pelo menos 648 manifestantes foram mortos desde 28 de dezembro em 14 províncias no Irão.

Entre os mortos, estão nove menores, indicou a organização não-governamental (ONG), que registou ainda milhares de feridos e estima que o número de detidos ultrapasse os 10 mil.

Algumas estimativas, que a ONG não conseguiu verificar, sugerem um número de mortos bastante superior, atingindo mais de seis mil, acrescentou em comunicado divulgado no site.

A organização alerta, no entanto, para o facto de o bloqueio da Internet, imposto pelas autoridades iranianas, tornar "extremamente difícil a verificação independente destes relatos".

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada na capital por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a dezenas de cidades do país.

Os protestos evoluíram rapidamente para apelos diretos à queda do regime, num dos mais sérios desafios à teocracia do país desde a Revolução Islâmica de 1979, com a repressão dos manifestantes a tomar proporções alarmantes.

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