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Von der Leyen defende uma Europa a duas velocidades antes da cimeira de Draghi

Ursula von der Leyen fala à imprensa após a Cimeira de Bruxelas
Ursula von der Leyen fala à imprensa após a Cimeira de Bruxelas Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
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De Maria Tadeo
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A presidente da Comissão Europeia diz que o bloco deve considerar a cooperação entre grupos mais pequenos de países se a unanimidade não for possível para fazer avançar a agenda económica. Draghi apelou a um "federalismo pragmático" antes da cimeira.

Ursula von der Leyen sugeriu que os países dispostos a trabalhar em questões económicas devem avançar em grupos mais pequenos, caso não seja possível alcançar a unanimidade, antes de uma cimeira fundamental para o reforço da economia europeia, espremida entre os EUA e a China.

A presidente da Comissão Europeia afirmou que o objetivo continua a ser a aprovação de uma agenda económica "ambiciosa" acordada pelos 27 Estados-membros, mas que se tal não for possível devido a diferenças políticas, os países devem recorrer a coligações mais pequenas.

Os seus comentários surgem depois de Mario Draghi, uma das vozes mais influentes no debate europeu, ter apelado à UE para que funcione como uma verdadeira união e instado os líderes europeus a adoptarem uma abordagem federalista "pragmática" para projectos comuns, desde a energia à segurança.

"A nossa ambição deve ser sempre a de chegar a um acordo entre os 27 Estados-membros", escreveu von der Leyen numa carta dirigida aos líderes europeus na segunda-feira.

"No entanto, sempre que a falta de progressos ou de ambição possa comprometer a competitividade ou a capacidade de ação da Europa, não devemos deixar de utilizar as possibilidades previstas nos Tratados no âmbito da cooperação reforçada".

O princípio da cooperação reforçada permite que os Estados-membros, desde que um mínimo de nove países estejam de acordo, aprofundem a integração sem o resto dos países do bloco.

Os comentários de Von der Leyen marcam um afastamento significativo do princípio do consenso que orienta as instituições da UE e abrem a porta a uma Europa a duas velocidades.

Os líderes europeus reunir-se-ão para um retiro informal na quinta-feira no Castelo de Alden Biesen.

Draghi juntar-se-á aos 27 ao lado do antigo primeiro-ministro italiano Enrico Letta.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse à Euronews que o retiro servirá para concentrar as atenções na implementação dos relatórios Draghi e Letta, publicados em 2024, e fornecer "orientações políticas claras" aos líderes europeus.

Antes da cimeira, um grupo de 10 países vai reunir-se, a convite da Alemanha, Itália e Bélgica, para estabelecer uma linha comum. França também participará, de acordo com um diplomata.

Na sua carta, von der Leyen afirmou que a Comissão pretende acelerar o seu programa de simplificação, mas instou os co-legisladores do Parlamento Europeu a serem construtivos.

A presidente da Comissão escreveu ainda que o executivo vai lançar uma nova iniciativa para reduzir o "gold-plating", que consiste em os Estados-membros acrescentarem mais burocracia às diretivas comunitárias existentes.

As empresas europeias há muito que criticam esta prática, argumentando que aumenta os custos e cria confusão regulamentar para as empresas que operam na Europa.

Com reportagem adicional de Mared Gwyn Jones.

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