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Merz visita China na próxima semana para aprofundar comércio e cooperação entre os países

O chanceler alemão Friedrich Merz, presidente do partido CDU, participa na conferência do partido federal CDU, em Estugarda, Alemanha, sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026.
O chanceler alemão Friedrich Merz, presidente do partido CDU, participa na conferência do partido federal CDU, em Estugarda, Alemanha, sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026. Direitos de autor  AP Photo
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De Euronews com AP, AFP
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A Alemanha pretende encontrar "o equilíbrio certo de cooperação" com a China. A visita surge numa altura crítica para os fabricantes de automóveis alemães, que enfrentam uma maior concorrência chinesa.

O chanceler alemão Friedrich Merz efetuará a sua primeira visita à China na próxima semana, alguns dias após o início do Ano Novo Chinês, também conhecido como Festival da primavera.

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"Que o Ano do Cavalo traga força e dê um novo impulso às relações germano-chinesas", escreveu Merz na rede social X, acrescentando que está ansioso por viajar em breve para a China.

O chanceler, que tomou posse em maio, anunciou a sua viagem à China durante o congresso do seu partido conservador CDU(União Democrata Cristã), em Estugarda.

"Precisamos de relações económicas em todo o mundo e isso inclui, naturalmente, um país como a China", afirmou, sublinhando que viajará com "uma grande delegação empresarial."

"Hoje em dia, a política externa é também política económica externa e a política económica externa é uma parte essencial da nossa política económica", acrescentou.

"Um equilíbrio correto de cooperação"

Friedrich Merz será recebido em Pequim na quarta-feira pelo primeiro-ministro Li Qiang e reunir-se-á depois com o líder chinês Xi Jinping.

O chanceler alemão visitará a "Cidade Proibida" de Pequim e a empresa automóvel alemã Mercedes-Benz. De seguida, deslocar-se-á a Hangzhou para visitar a empresa chinesa de robótica Unitree e o fabricante alemão de turbinas Siemens Energy.

A visita de dois dias centrar-se-á na "concorrência" e no "equilíbrio correto da cooperação", afirmou um porta-voz do governo.

A visita surge numa altura crítica para a Alemanha, cujos fabricantes de automóveis enfrentam uma intensa concorrência chinesa.

A Alemanha tem tentado manter laços sólidos com a China, apesar da recusa de Pequim em criticar a invasão russa da Ucrânia, ao mesmo tempo que procura evitar uma dependência excessiva do comércio chinês.

A China recuperou o seu lugar como o maior parceiro comercial da Alemanha no ano passado, com exportações e importações no valor total de 251,8 mil milhões de euros (297 mil milhões de dólares), informou o Serviço Federal de Estatística da Alemanha.

A China já detinha o título de 2016-2023, mas foi substituída em 2024 pelos Estados Unidos. Enquanto o comércio com a China cresceu no ano passado, o comércio com os Estados Unidos caiu para 240,5 mil milhões de euros.

Nova ordem mundial

Merz defende que a China está a distanciar-se"deliberadamente dos Estados Unidos" e pretende "afirmar a sua pretensão de definir uma nova ordem multilateral de acordo com as suas próprias regras."

"A liberdade de expressão, a liberdade de religião e a liberdade de imprensa não têm lugar neste entendimento. Os esforços para promover um compromisso universal com os direitos humanos são rejeitados como uma interferência nos assuntos internos", afirmou Merz.

No seu discurso, o chanceler Merz observou também que o sistema internacional tradicional baseado em regras já não existe, tendo sido substituído por uma ordem mundial emergente rapidamente dominada por grandes potências.

Para fazer face a esta mudança, defendeu que a Europa deve reforçar as suas capacidades económicas e militares, procurando simultaneamente estabelecer novas parcerias comerciais a nível mundial.

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