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Ministro libanês apela a negociações com Israel para evitar catástrofe humanitária

Maria Tadeo, Euronews & Adel Nassar, Ministro da Justiça libanês
Maria Tadeo, Euronews & Adel Nassar, Ministro da Justiça libanês Direitos de autor  Euronews
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De Maria Tadeo
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O ministro libanês da Justiça adverte para uma situação "dramática" no país quando Israel lança uma zona-tampão alargada na sua fronteira sul. Nassar apela à diplomacia para evitar uma catástrofe e critica o Hezbolahh por sabotar os esforços diplomáticos ao não depor as armas.

O ministro da Justiça libanês, Adel Nassar, apelou à comunidade internacional para que condene a "ocupação do território libanês" por Israel, numa entrevista à Euronews.

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Falando no programa matinal Europe Today, Nassar comentou a ordem do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no domingo, para alargar a operação militar ao longo da fronteira norte de Israel. As autoridades libanesas alertam para o facto de a operação poder levar à tomada de mais terras, descrevendo-a como uma "invasão e ocupação" do seu território.

Os combates intensificaram-se no sul do Líbano desde o início da guerra israelo-americana contra o Irão, com o Hezbollah a disparar rockets contra Israel em resposta aos ataques contra Teerão.

Netanyahu afirmou que o estatuto da fronteira norte de Israel com o Líbano deve mudar "fundamentalmente", com vários ministros israelitas a sugerirem que uma zona tampão poderia ser alargada até ao rio Litani, anexando efetivamente território libanês.

Nassar reconheceu que o Líbano enfrenta riscos internos e externos, referindo-se ao Hezbollah, e descreveu a situação como "dramática".

"A nossa posição é muito difícil porque, por um lado, há os ataques israelitas e, por outro, o Hezbollah está a minar o Estado. De ambos os lados, temos de envidar todos os esforços e tomar decisões irrevogáveis para salvar o Líbano", disse o ministro da Justiça libanês.

No início deste mês, o Líbano proibiu as operações militares do Hezbollah devido à escalada das tensões. Nassar afirmou que o seu governo tem sido claro ao rejeitar a utilização do território libanês como plataforma de lançamento para o Irão ou para os seus representantes contra Israel.

"O Hezbollah está a manter infraestruturas militares, o que é contrário à vontade do governo libanês e à lei. Recusamos que o Líbano esteja a ser utilizado como uma base militar para o Irão", garantiu.

Nassar instou também Israel a responder ao apelo do presidente libanês, Joseph Aoun, para a realização de negociações, alertando para o facto de novas incursões poderem ter um "impacto dramático na população civil", já em risco de deslocação e de subnutrição.

"Estamos perante a deslocação de mais de um milhão de pessoas", afirmou, sublinhando a fragilidade da economia libanesa e os recursos limitados para fazer face a uma crise migratória.

"O que Israel está a impor ao Líbano é dramático e temos de envidar todos os esforços para pôr termo a estes ataques", acrescentou. "Estamos também perante um partido político cujas infraestruturas militares minam a capacidade de resposta diplomática do nosso Estado. Temos de tomar decisões irrevogáveis para salvar o Líbano", acrescentou.

Assista à entrevista na íntegra no Europe Today, a partir das 8h00 CET dos dias úteis, 7h00 em Lisboa, na Euronews e em todas as plataformas. Veja a repetição no YouTube.

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