Uma operação conjunta entre as autoridades espanholas e brasileiras permitiu desmantelar uma rede que enviava cocaína por via aérea para Espanha.
Uma operação conjunta da Polícia Nacional espanhola e da Polícia Federal do Brasil levou ao desmantelamento de uma organização criminosa transnacional, que se dedicada ao transporte aéreo de cocaína entre os dois países. A rede utilizava trabalhadores do aeroporto para extrair a droga no terminal do aeroporto Josep Tarradellas Barcelona-El Prat.
A investigação resultou na detenção de cinco pessoas, quatro em Espanha e uma no Brasil, bem como na apreensão de 162 quilos de cocaína escondidos em três malas de grandes dimensões. Os detidos são acusados de pertencerem a uma organização criminosa, de tráfico de droga e de posse ilegal de armas.
De acordo com a investigação, a rede aproveitava a posição privilegiada dos empregados do serviço de assistência do aeroporto Josep Tarradellas Barcelona-El Prat, alguns com mais de dez anos de antiguidade e cargos de responsabilidade. Estes trabalhadores desviavam as malas do circuito habitual das bagagens para evitar os controlos de segurança.
As investigações levaram à identificação da origem da droga no aeroporto internacional de São Paulo-Guarulhos. Aí, um funcionário do aeroporto utilizou um veículo de serviço para introduzir a cocaína diretamente no porão de um avião com destino a Barcelona. O suspeito foi detido pelas autoridades brasileiras, que também apreenderam uma arma de fogo com um número de série alterado.
Alegado coordenador da rede em Espanha detido
A fase final da operação levou à detenção do suposto coordenador da rede em Espanha, um empresário de Baix Llobregat, e à apreensão de mais de 39 mil euros em dinheiro, drogas sintéticas, uma plantação de marijuana e vários simulacros de armas.
O golpe policial coincide com o reforço da cooperação bilateral entre Espanha e o Brasil, encenado esta sexta-feira em Barcelona com a cimeira entre o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na qual ambos os países procuram aprofundar a colaboração em áreas estratégicas, incluindo a segurança.