A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, prometeu justiça para as vítimas italianas e a Itália abriu o seu próprio inquérito sobre o incêndio, enquanto a investigação suíça prossegue.
O governo italiano anunciou, na quarta-feira, que apresentou um pedido de participação civil no processo penal relativo a um incêndio devastador num bar na Suíça, que matou 41 pessoas, incluindo seis italianos.
O pedido de indemnização foi motivado pelos "recursos substanciais" utilizados para a "assistência médica, psicológica e logística aos cidadãos italianos envolvidos", declarou o governo em comunicado.
O incêndio no Le Constellation, um bar na estância alpina de luxo, deflagrou na madrugada de 1 de janeiro, quando as pessoas festejavam o Ano Novo.
Os procuradores acreditam que o incêndio da véspera de Ano Novo começou quando as garrafas de champanhe com faíscas foram levantadas demasiado perto do teto da cave do bar, incendiando a espuma de isolamento acústico.
No total, 41 pessoas, na sua maioria adolescentes, morreram e outras 115 ficaram feridas na catástrofe.
Os proprietários do bar, Jacques e Jessica Moretti, são acusados na Suíça de homicídio culposo por negligência, lesões corporais por negligência e incêndio criminoso.
Por duas vezes, foram longamente interrogados pelo Ministério Público e pelos advogados das partes civis.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, prometeu justiça para as vítimas italianas e a Itália abriu o seu próprio inquérito sobre o incêndio, enquanto a investigação suíça prossegue.
A investigação suíça revelou que nenhuma verificação anual de segurança foi realizada no bar desde 2019.
Na sua declaração, o governo italiano disse que "o envolvimento das autoridades locais na génese do evento é considerado altamente provável".
Isso justificou "o firme pedido de indemnização contra todas as partes consideradas civilmente responsáveis".
A Itália vai continuar a acompanhar os processos judiciais na Suíça, confirmando o "apoio total e ininterrupto" do governo às famílias das vítimas.
No início de abril, Meloni repreendeu duramente um hospital suíço por alegadamente ter faturado às famílias de algumas das vítimas.
"Falei com o nosso embaixador: as autoridades suíças garantiram-nos que se tratou de um erro e que as famílias não terão de pagar nada", escreveu Meloni numa publicação no X.
"Mas pedi ao embaixador para manter o mais alto nível de atenção a esta questão, porque seria abominável que custos como estes recaíssem sobre as vítimas ou sobre a Itália".
Meloni disse ainda que um hospital em Sion tinha exigido 70.000 euros por pacientes hospitalizados durante apenas algumas horas, o que classificou como "um insulto em cima de um escárnio".