Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Ministro da Defesa contra exército europeu e hesita sobre envio de navios para Ormuz

O ministro da Defesa de Portugal, Nuno Melo conversa com o ministro da Defesa da Roménia durante uma mesa redonda. 12 maio 2026
O ministro da Defesa de Portugal, Nuno Melo conversa com o ministro da Defesa da Roménia durante uma mesa redonda. 12 maio 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Ana Filipa Palma & Euronews
Publicado a Últimas notícias
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button

Em declarações aos jornalistas, Nuno Melo disse estar ainda a considerar participar, com embarcações, na iniciativa liderada por França e Reino Unido para o Estreito de Ormuz e mostrou-se contra a criação de um "exército europeu".

Nuno Melo, ministro da Defesa português, mostrou-se contra a criação de um exército europeu, destacando a importância de reforçar o orçamento da defesa na NATO.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Esse investimento passa por "dar melhores condições aos nossos militares, por modernizar e melhorar infraestruturas e equipamentos, por estarmos à altura das missões que nos são pedidas”, explicou o ministro da Defesa aos jornalistas, em Bruxelas, no âmbito da reunião dos ministros da Defesa da União Europeia (UE).

Segundo Nuno Melo, citado pela Lusa, esta é uma posição que já tem há vários anos, explicando que "não invalida que no espaço da União Europeia não se articule aquilo que são aspetos fundamentais de uma defesa comum”.

A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, presidiu à reunião com os ministros de Defesa da UE, mas antes, numa conferência de imprensa, apelou a uma produção de defesa europeia mais rápida. “Estamos focados na inovação e em projetos conjuntos porque temos muitos projetos em diferentes Estados-Membros que não são interoperáveis”, disse Kallas.

Kaja Kallas reforçou que é preciso incentivar os Estados-membros a fazerem "mais compras conjuntas".

A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança mostrou-se preocupada com a produção da indústria de defesa, apesar do financiamento disponível.

“Os países têm muito financiamento disponível, mas a indústria de defesa não está a aumentar a sua produção”, disse.

Esta terça-feira, 12 de maio, os ministros da Defesa da UE reuniram-se, sob a presidência da Alta Representante Kallas, para discutir temas como o apoio europeu à Ucrânia e a situação no Médio Oriente e suas implicações para a defesa e segurança europeias.

Governo ainda não decidiu se vai participar com meios navais no Estreito de Ormuz

Um dos temas discutidos na reunião entre os ministros da Defesa dos Estados-Membros foi o mandato da operação naval da UE: EUNAVFOR ASPIDES.

Em declarações aos jornalistas, ainda antes da reunião, Nuno Melo disse não terem sido tomadas decisões sobre enviar meios navais portugueses. “É uma questão a considerar no momento próprio depois de tidas todas as reuniões, depois de obtidos todos os dados que nos ajudarão a decidir", disse.

Kaja Kallas, em conferência de imprensa após a reunião, referiu que "tiveram boas discussões sobre as operações ASPIDES" e que a mesma pode ser alargada ao Estreito de Ormuz. "A operação ASPIDES já contribui para a proteção das operações no Mar Vermelho, mas sua atividade deve estender-se ao Estreito de Ormuz, a única coisa é alterar o plano operativo porque o seu mandato já cobre esta função".

Contudo, é necessário "mais embarcações, mais navios", tendo adiantado que, durante a reunião, alguns Estados-Membros se prontificaram a contribuir com mais embarcações para esta operação, o que considerou ser "a forma mais fácil de avançar."

Kallas informou que este é um tema que será ainda levado à próxima ronda da mesa redonda, após a conferência de imprensa, numa reunião presidida pelo Reino Unido e pela França.

Kaja Kallas durante uma mesa redonda dos ministros da Defesa da UE no edifício do Conselho Europeu, em Bruxelas, na terça-feira, 12 de maio de 2026.
Kaja Kallas durante uma mesa redonda dos ministros da Defesa da UE no edifício do Conselho Europeu, em Bruxelas, na terça-feira, 12 de maio de 2026. AP Photo

A operação ASPIDES foi criada e lançada em fevereiro de 2024 em resposta a ameaças à segurança marítima no Mar Vermelho.

Em março deste ano, o mandato foi prorrogado até fevereiro de 2027, mediante decisão do Conselho em fevereiro de 2026.

Na altura, a discussão centrou-se no alargamento do mandato para cobrir o Estreito de Ormuz, contudo, não foi aceite pelos Estados-membros.

"Ninguém quer entrar ativamente nesta guerra", disse, numa conferência de imprensa, a 16 de março, Kaja Kallas.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Kallas diz que "não há vontade" de alterar mandato da missão naval da UE no Estreito de Ormuz

Kallas vai propor deslocação da missão naval da UE para proteger Estreito de Ormuz

Nuno Melo: "Investimento na defesa não pode pôr em causa o Estado social nem comprometer a economia"