O proeminente deputado libanês e antigo vice-primeiro-ministro Ghassan Hasbani afirma ao programa matinal da Euronews, "Europe Today", que a situação na fronteira entre Israel e o Líbano continua incerta, apesar dos esforços alegadamente envidados pelos EUA para reduzir as tensões.
Em declarações em direto a partir de Beirute, Ghassan Hasbani afirmou que as ameaças israelitas de ataque aos bastiões do Hezbollah nos subúrbios do sul da capital do país tinham sido temporariamente suspensas na sequência de conversações entre o governo libanês e os Estados Unidos. No entanto, ele frustrou quaisquer esperanças de um cessar-fogo total.
"A impressão aqui no terreno é que o cessar-fogo, caso se mantenha, provavelmente limitar-se-á a não atacar o subúrbio de Beirute", disse, acrescentando que tinha pouca confiança de que qualquer um dos lados pusesse fim ao conflito voluntariamente.
"Não confio em nenhum dos lados para parar nada", referiu Hasbani, descrevendo o Hezbollah como "uma força militarizada fora do controlo do governo libanês", cujas ações são, em grande medida, influenciadas pelo Irão. Acrescentou que o próprio Estado libanês não está em guerra com Israel e procura, em vez disso, "acalmar os ânimos e evitar ou impedir mais destruição no Líbano".
No que diz respeito aos desafios mais amplos do Líbano, Hasbani afirmou que o governo procura afirmar o controlo sobre todo o seu território e prevenir futuros conflitos desencadeados por grupos armados que operam fora da autoridade do Estado.
"O que precisamos é de estabilidade no Líbano e de que o governo libanês tenha o controlo total do seu território", disse.