Os últimos ataques ocorreram poucos dias depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, ter alertado que a Rússia estava a preparar um "novo ataque em grande escala" contra o país.
Uma barragem de mísseis e drones russos abalou partes da Ucrânia durante a noite de segunda para terça-feira. Pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas, segundo as autoridades ucranianas.
Em Kiev, ouviram-se múltiplas explosões que provocaram incêndios em várias zonas da cidade e provocaram a morte de pelo menos seis pessoas, incluindo duas crianças. Segundo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, "38 pessoas estão em hospitais na capital, e todas elas estão a receber os cuidados necessários".
Se acordo com Tymur Tkachenko, chefe da administração militar da cidade de Kiev, a Rússia efetuou os ataques de terça-feira utilizando mísseis balísticos.
Os meios de comunicação social locais informaram que os residentes correram para os abrigos agarrados a sacos e cobertores quando uma grande nuvem de fumo emanou do centro da cidade.
Antes, o presidente da câmara da cidade, Vitali Klitschko, avisou: "Explosões na cidade! As forças de defesa aérea estão a trabalhar! Fiquem em abrigos! A eletricidade foi cortada em vários bairros da capital ucraniana", disse Klitschko.
No mesmo momento em que decorriam os ataques a Kiev, um ataque russo na cidade de Dnipro causou a morte de 12 pessoas, incluindo uma criança. Outras 35 pessoas ficaram feridas naquela cidade no centro da Ucrânia, sendo que várias continuavam ainda desaparecidas, numa altura em que decorrem ainda as operações de busca e salvamento num edifício parcialmente destruído.
Mais de 500 membros do Serviço Estatal de Emergências participaram nas operações de resposta em toda a Ucrânia, segundo afirmou Zelenskyy.
Ataque ocorre após aviso de Zelenskyy
Os últimos ataques ocorrem dias depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter avisado que a Rússia estava a preparar um "novo ataque maciço" contra o país. "Temos informações dos serviços secretos sobre a Rússia que está a preparar um novo ataque maciço", disse Zelenskyy na sexta-feira.
"Por favor, prestem atenção aos alertas aéreos e protejam as vossas vidas. Os nossos serviços estão a trabalhar de forma eficiente e estão preparados; a Força Aérea e outros defensores dos nossos céus estarão de serviço 24 horas por dia, 7 dias por semana, como sempre".
Zelenskyy reiterou o seu apelo aos aliados para que autorizem e financiem o fornecimento de mísseis Patriot, que podem intercetar os mísseis balísticos russos.
Na semana passada, escreveu ao presidente dos EUA, Donald Trump, e ao Congresso dos EUA, pedindo sistemas Patriot para responder à intensificação dos ataques aéreos russos, mesmo quando os esforços mediados pelos EUA para negociar o fim do conflito estagnaram desde o início da guerra no Médio Oriente, onde a atenção e os recursos de Washington estão atualmente concentrados.
Entretanto, em retaliação aos bombardeamentos russos diários, a Ucrânia também intensificou os seus ataques contra os territórios ocupados e contra a Rússia.
Um ataque de um drone ucraniano matou uma pessoa em Kursk, na Rússia, perto da fronteira ucraniana, disse o governador regional Alexander Khinshtein.