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Professores voltam à rua para protestar contra “problemas persistentes” na carreira

Arquivo (11.02.2023): Um manifestante segura um lenço com a palavra «Professor» entre as dezenas de milhares de pessoas que marcham pela Avenida da Liberdade, em Lisboa
Arquivo (11.02.2023): Um manifestante segura um lenço com a palavra «Professor» entre as dezenas de milhares de pessoas que marcham pela Avenida da Liberdade, em Lisboa Direitos de autor  AP Photo/Armando Franca
Direitos de autor AP Photo/Armando Franca
De Manuel Ribeiro
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A carreira docente continua com vários problemas por resolver e, por essa razão, a Federação Nacional de Professores convocou uma “grande manifestação nacional” em Lisboa para exigir ao governo medidas políticas que dignifiquem a profissão.

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) marcou para este sábado uma manifestação nacional em Lisboa em defesa da Escola Pública.

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Os professores estão cansados da falta de resposta do governo liderado pelo PSD, de Luís Montenegro, que não tem conseguido lidar com os “problemas graves” que persistem na profissão docente, como a “desvalorização da carreira, sobrecarga de trabalho, precariedade, falta de atratividade na profissão e dificuldades na aposentação”.

Em comunicado, a Fenprof apela à “unidade e à determinação” na luta pela “defesa da profissão e da Escola Pública”, que apresenta “uma enorme falta de professores”. Argumento que refuta as declarações do ministro da Educação, feitas à Antena 1 no início do corrente ano letivo.

“O ministro da Educação diz que há mais de 20 mil professores disponíveis, mas que não estão colocados”
Fernando Alexandre
Ministro da Educação in RTP Antena 1

Nessa mesma entrevista de setembro de 2025, Fernando Alexandre defendeu que o problema está na colocação dos professores e não na falta deles.

Em março de 2026, a Fenprof entregou ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, uma resolução que aponta para a crescente desvalorição da carreira de professor e falta de atravidade. Em declarações aos jornalistas, José Feliciano Costa sublinhou novamente a falta de professores na escola pública, que “se agravou no segundo período letivo face ao mesmo período do ano anterior”.

Os professores criticam o processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), acusando o governo de atrasos e de desconsiderar as propostas apresentadas pelos sindicatos.

“Os docentes afirmam a necessidade de políticas que dignifiquem a profissão, uma revisão da carreira que a valorize e a torne mais atrativa, num quadro de uma enorme falta de professores, melhores condições de trabalho e um futuro de qualidade para a Escola Pública e para quem nela trabalha e aprende”, escreve a Fenprof no referido comunicado. Esta federação sindical defende ainda que “muitos professores continuam deslocados, exaustos e sem perspectiva de estabilidade”.

A manifestação convocada para as 15 horas deste sábado, 16 de maio, resulta de uma reunião de março entre os sindicatos e o governo, que foi adiando “sucessivamente o processo negocial de revisão do ECD”, o que levou a Fenprof a programar ao longo do ano letivo uma série de iniciativas (reuniões, plenários e discussões nas escolas), que culminam agora com uma “Grande Manifestação Nacional” em Lisboa.

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