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Sánchez garante colaboração e defende presunção de inocência de Zapatero: "Todo o meu apoio"

Primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez
Primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez Direitos de autor  RTVE
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De Euronews
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O presidente espanhol dirigiu-se aos meios de comunicação social após ter sido recebido pelo Papa Leão XIV no Vaticano. As suas declarações foram proferidas no mesmo dia em que as forças de segurança entraram na sede do seu partido, o PSOE.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez,reiterou o seu apoio ao ex-chefe do governo José Luis Rodríguez Zapatero, que foi acusado de liderar uma rede de influências no âmbito do resgate da companhia aérea Plus Ultra.

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"Tive a oportunidade de ler o auto [...], o extenso processo e, sinceramente, já o disse nas Cortes Gerais e reafirmo-o hoje aqui: total colaboração com a Justiça, todo o respeito pela presunção de inocência do presidente Zapatero e todo o meu apoio ao presidente Zapatero", declarou Sánchez durante uma conferência de imprensa realizada na embaixada de Espanha junto ao Vaticano, onde o mandatário espanhol foi recebido esta quarta-feira na Santa Sé pelo Papa Leão XIV.

O governante, que reconheceu que o Partido Socialista já se viu "em situações muito semelhantes a esta", disse ter lido o auto da investigação da Unidade Central Operativa (UCO) sobre o seu antecessor e afirmou que, por enquanto, não vê "motivos para mudar" de posição relativamente ao apoio que tem vindo a dar a Zapatero até à data.

Na semana passada, veio a público que a Audiência Nacional tinha indiciado Zapatero por alegados crimes de organização criminosa, tráfico de influências, falsificação de documentos e branqueamento de capitais no âmbito do resgate da companhia aérea Plus Ultra. Já na segunda-feira, a Polícia Nacional encontrou joias e relógios no cofre do gabinete do ex-presidente Zapatero durante a busca ordenada pelo juiz.

"Intimação" na sede do PSOE

Por outro lado, Sánchez também abordou a situação que se vive desde o início do dia na sede do PSOE, com a execução, por parte da Guarda Civil, de um mandado judicial relacionado com alegados pagamentos a Leire Díez, mais conhecida como a "canalizadora" do partido, investigada por um alegado crime de tráfico de influências.

"Neste caso, aparentemente,estamos a falar de uma intimação, não estamos a falar de uma busca", sublinhou o governante. "Também não quero subestimar a gravidade da investigação que a Audiência Nacional tem atualmente em curso e, por isso, o que posso transmitir aos cidadãos espanhóis é: total colaboração com a Justiça."

Para além de sublinhar o seu compromisso com a Justiça, Sánchez comprometeu-se a que, "caso surjam novos comportamentos irregulares" no seio do seu partido, se agirá com a "mesma firmeza" com que se agiu anteriormente. "Responderemos com a firmeza com que sempre respondemos, caso venham a ser conhecidas novas informações a este respeito", afirmou.

Apesar da difícil situação que o seu governo enfrenta, com inúmeras vozes no país a reclamar antecipação eleitoral, Sánchez quis aproveitar para defender a sua gestão, garantindo que nenhuma das investigações que atualmente pesam sobre o seu círculo "contesta de forma alguma" as conquistas da sua Administração "a favor da transformação dos avanços sociais e económicos e das transformações que temos vindo a registar há oito anos".

"Isto não põe em causa as conquistas que este país alcançou em momentos muito complicados a nível mundial", reiterou. "Somos um partido que não tem nada a esconder."

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