Os resultados preliminares divulgados este domingo apontam para a continuidade no poder do governo de Robert Abela.
O Partido Trabalhista de Malta garantiu um quarto mandato consecutivo histórico, de acordo com uma contagem parcial divulgada este domingo, proporcionando ao primeiro-ministro em exercício, Robert Abela, mais uma vitória eleitoral.
Os números preliminares indicam que o Partido Trabalhista mantém o poder, segundo as autoridades eleitorais.
Abela e o Partido Trabalhista apostam na estabilidade económica, uma vez que o país mais pequeno da UE registou o crescimento mais rápido do PIB, 4%, no ano passado.
Malta tem uma inflação muito baixa e não existe desemprego real. Os preços da eletricidade e dos combustíveis são também os mais baixos da Europa e têm-no sido nos últimos 10 anos.
A administração de Abela conseguiu proteger a pequena ilha mediterrânica das crises globais, especialmente das consequências imediatas do conflito no Médio Oriente.
O principal rival de Abela e candidato do Partido Nacionalista (PN), Alex Borg, reconheceu a derrota no domingo, afirmando num discurso publicado nas redes sociais ter ligado pessoalmente a Robert Abela para o felicitar pela vitória.
À comunicação social maltesa Borg também se mostrou satisfeito por o seu partido ter conquistado novos votos em todos os distritos.
Alex Borg, um advogado de 30 anos e ex-concorrente do "Mr. World Malta", tinha apelado aos eleitores para que apoiassem a mudança.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, já reagiu à vitória numa publicação na rede social X, onde escreve que espera continuar a "excelente cooperação no Conselho Europeu", enquanto em conjunto trabalham para uma "Europa mais próspera, segura e unida".
Eleições antecipadas
O primeiro-ministro maltês, Robert Abela, de 48 anos, antecipou as eleições um ano, argumentando que o governo precisava de um mandato renovado para ajudar a proteger a ilha, dependente das importações, da instabilidade associada à crise no Médio Oriente.
Embora a economia de Malta tenha crescido 4,0% no ano passado, persistem as preocupações de que o conflito possa afetar o turismo, impulsionado pelo aumento dos custos do combustível de aviação, e exercer pressão ascendente sobre a inflação.
Abela baseou a sua campanha no desempenho económico do Partido Trabalhista desde 2013, prometendo estabilidade durante um período de incerteza.
"Tudo indica que o Partido Trabalhista de Malta fez história ao vencer quatro eleições consecutivas", afirmou.
Abela lidera Malta desde 2020, quando o seu antecessor se demitiu no meio de uma crise política desencadeada pelo assassinato, em 2017, da jornalista de investigação Daphne Caruana Galizia, que tinha denunciado corrupção de alto nível no país.
De acordo com um relatório do Conselho da Europa de 2025, Malta continua a registar atrasos na sua luta contra a corrupção, embora a questão não tenha tido grande destaque na campanha eleitoral.