Após visitas à Polónia, à Áustria e à Alemanha, primeiro-ministro húngaro, que tomou posse em maio, esteve com Macron em Paris e prometeu firmeza no combate à corrupção.
Depois de ter visitado a Polónia, Áustria, Alemanha e também Bruxelas para encontros com representantes da União Europeia (UE), o recém-empossado primeiro ministro da Hungria, Péter Magyar, foi recebido pelo presidente francês em Paris e prometeu pôr fim à corrupção.
O chefe do executivo húngaro defende que esse combate será benéfico não apenas para os húngaros, mas também para os investidores franceses, que assim poderão fazer negócios na Hungria com muito mais confiança e transparência.
“As empresas francesas dão trabalho a 45 mil dos nossos compatriotas e os nossos concidadãos, as empresas húngaras, estão prontas para voltar a reforçar as relações com França”, afirmou Magyar, referindo que o orçamento plurianual da União Europeia (UE) começará realmente a ser negociado nos próximos dias, e que França e Hungria partilham muitos interesses semelhantes.
Magyar, com os restantes membros do Grupo de Visegrado, pretende dar nova vida à cooperação regional: a 23 de junho, por exemplo, receberá os primeiros-ministros dos outros três países da organização (Polónia, Chéquia e Eslováquia).
"Seria para nós uma grande satisfação se o V4 pudesse trabalhar em conjunto com França e, por vezes, com a Alemanha, realizar reuniões conjuntas de governo e definir objetivos comuns", declarou.
Emmanuel Macron também defendeu a reativação da cooperação estratégica nos domínios da defesa, da indústria nuclear e da agricultura.
O chefe de Estado francês afirmou que, com a eleição do novo governo em Budapeste, foi dado início a uma nova era, manifestando a expectativa de que a Hungria volte a ser um parceiro construtivo na União Europeia (UE), designadamente no apoio à Ucrânia.
Para Macron, a chegada de Péter Magyar ao poder é uma prova eloquente de como o povo húngaro está ligado aos valores da UE. O líder do Eliseu saudou igualmente o acordo de princípio que a Comissão Europeia anunciou na semana passada para desbloquear a maior parte dos fundos europeus até agora congelados a Budapeste, bem como a decisão do governo húngaro de aderir à Procuradoria Europeia.
“São decisões que servem os interesses da Hungria e da própria UE”, sublinhou Macron.
Magyar convidou o presidente francês para as comemorações do 70.º aniversário da Revolução de 1956. Em Paris, o primeiro-ministro reuniu-se também com os presidentes do Senado e da Assembleia Nacional de França, a quem endereçou um convite para o mesmo evento.