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Rússia pode lançar novo ataque de grande escala contra a Ucrânia, alerta Zelenskyy

Populares reagem enquanto observam o local de um ataque com míssil russo que atingiu um edifício residencial em Kiev, Ucrânia, terça-feira, 2 de junho de 2026.
Pessoas reagem enquanto observam o local de um ataque com míssil russo que atingiu um prédio residencial em Kiev, Ucrânia, terça-feira, 2 de junho de 2026. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Sasha Vakulina
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Volodymyr Zelenskyy advertiu que, segundo os serviços secretos ucranianos, a Rússia pode lançar um novo ataque aéreo massivo, explorando a escassez de mísseis de interceção antiaérea.

Enquanto a Ucrânia ainda procura recuperar do pesado ataque russo com mísseis e drones, que causou pelo menos 23 mortos, Moscovo já prepara uma nova vaga de ataques, afirmou Volodymyr Zelenskyy na sua mensagem diária de terça-feira à noite.

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"Sabemos, pelos serviços de informações, que pode voltar a acontecer um ataque em grande escala esta noite."

Zelenskyy apelou aos ucranianos para que prestem atenção aos alertas de ataque aéreo e procurem abrigo.

Apelou também aos parceiros ocidentais da Ucrânia para que reforcem o apoio ao país, nomeadamente através da adoção de sanções mais duras.

Zelenskyy sublinhou que nenhum dos drones russos, nem qualquer tipo de míssil russo, pode ser fabricado sem componentes importados de outros países.

"Cinco mísseis Kalibr requerem 145 desses componentes. Trinta e três mísseis Iskander precisam de 1 122 componentes. Para 650 drones de ataque de vários tipos são necessários mais de 17 000 componentes, sem os quais é impossível fabricá-los."

Indicou que a Rússia continua capaz de produzir mísseis e outras armas graças a esquemas de grande escala para contornar as sanções.

"E isto constitui uma cumplicidade bem real nas mortes."

Rússia explora falta de sistemas Patriot

As forças russas lançaram mais de 70 mísseis e 650 drones contra a Ucrânia na noite de 2 de junho. Ao longo do dia, foram ainda disparados cerca de mais 100 drones.

Mas, embora a defesa aérea ucraniana tenha intercetado a maioria dos drones, são os mísseis balísticos que representam a maior ameaça.

"Infelizmente, o nível atual de fornecimentos para a nossa defesa aérea não nos permite abater uma parte significativa dos mísseis", reconheceu Zelenskyy na terça-feira.

No arsenal ucraniano, o sistema de defesa antiaérea Patriot continua a ser o único sistema de mísseis terra-ar capaz de enfrentar a ameaça de mísseis balísticos de Moscovo.

Produzido nos Estados Unidos pela Raytheon e pela Lockheed Martin, o sistema Patriot é amplamente utilizado pelos aliados de Washington – nomeadamente na região do Golfo – e também pela Ucrânia.

A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão esgotou quase um terço das reservas de mísseis intercetores Patriot; segundo algumas estimativas, os países do Golfo dispararam em conjunto mais de 1 100 destes mísseis.

A Lockheed Martin produz cerca de 600 intercetores por ano.

Zelenskyy referiu há alguns dias que a produção mensal chega, na melhor das hipóteses, aos 60–65 mísseis.

Nos últimos dez dias, a Rússia lançou mais de 60 mísseis balísticos contra a Ucrânia, o equivalente a um mês inteiro de produção dos fabricantes norte-americanos.

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