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Bélgica: condutor que matou sete pessoas em desfile de Carnaval condenado por homicídio

Local de um acidente de viação em La Louvière, 20 de março de 2022
Local de um acidente de viação em La Louvière, 20 de março de 2022 Direitos de autor  Facebook
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De Gavin Blackburn
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O julgamento decorreu numa sala especial, preparada para acolher perto de 200 partes civis. Entre os queixosos há pessoas com incapacidade permanente e familiares das vítimas mortais.

Um condutor belga foi condenado na sexta-feira pelo homicídio de sete pessoas, depois de investir com o carro contra um cortejo de carnaval enquanto se filmava ao volante.

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Paolo Falzone, de 38 anos, deverá conhecer a sentença na próxima semana, pelo acidente mortal de março de 2022 na cidade de La Louvière, no sul do país. Arrisca uma pena de até 30 anos de prisão.

Segundo o Ministério Público, a tragédia ocorreu quando Falzone, que já tinha antecedentes por excesso de velocidade e condução sob o efeito de álcool, conduziu o seu BMW a 170 quilómetros por hora numa zona limitada a 50, nos arredores da cidade.

Acrescentou que regressava a casa vindo de uma discoteca, antes do amanhecer de domingo, e que não se apercebeu de que foliões, vestidos para um desfile de carnaval tradicional, se tinham reunido na rua.

A investigação concluiu que Falzone estava a filmar uma publicação para as redes sociais e não olhava para a estrada no momento do embate.

Polícia nas ruas de Liège, 9 de março de 2026
Polícia nas ruas de Liège, 9 de março de 2026 AP Photo

Seis pessoas morreram no local e as equipas de socorro assistiram cerca de 40 feridos, espalhados por várias centenas de metros. Outra vítima morreu mais tarde.

Durante o julgamento, Falzone afirmou que lamenta o que fez e que não teve intenção de causar danos.

"Admito plenamente que costumava filmar-me a conduzir a velocidades absurdas. Fiz isso muitas vezes", disse. "Comportei-me como um completo idiota."

Numa decisão invulgar para um caso rodoviário, um tribunal de recurso ordenou que o julgamento decorresse com júri, em parte devido ao nível de indignação pública.

O julgamento teve lugar numa sala especial, para acomodar quase 200 partes civis. Entre os demandantes civis contam-se pessoas com incapacidades permanentes e familiares das vítimas mortais.

Um passageiro que seguia no carro no momento do embate foi também considerado culpado de omissão de auxílio a pessoas em perigo, crime pelo qual arrisca até dois anos de prisão.

Outras fontes • AFP

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