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Lukashenko pede desculpa a Zelenskyy e descreve-o como "jovem e inexperiente"

Foto de arquivo: Aliaksandr Lukashenka participa numa sessão no fórum World Atomic Week, em Moscovo, Rússia, 25 de setembro de 2025
ARQUIVO: Aliaksandr Lukashenka participa numa sessão do fórum World Atomic Week, em Moscovo, Rússia, 25 de setembro de 2025 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Sasha Vakulina
Publicado a
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O líder da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, afirmou que a Bielorrússia não representa qualquer ameaça para a Ucrânia, ao pedir desculpa a Volodymyr Zelenskyy pelos seus comentários severos no passado, ao mesmo tempo que referiu que o presidente da Ucrânia "não é um militar".

O líder da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, disse que o seu país não representa qualquer ameaça militar para a Ucrânia e alegou que as suas declarações anteriores foram apenas uma resposta ao que Lukashenko descreveu como ameaças de Kiev a Minsk.

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"Se [o presidente ucraniano] Volodymyr Oleksandrovych [Zelenskyy] se sentiu ofendido, peço-lhe desculpa por estas palavras", afirmou Lukashenko.

"Talvez não devesse ter dito isso, tendo em conta que, afinal, ele está em guerra. Talvez não devesse ter falado de forma tão direta sobre o assunto. Mas, por outro lado, ele tem de compreender que, como costumamos dizer: 'quem semeia, sempre colhe'", afirmou Lukashenko.

Ao mesmo tempo, argumentou que Zelenskyy deveria ser mais cauteloso nas suas declarações e evitar provocar a Bielorrússia.

"Não se deve esperar qualquer ação militar da Bielorrússia, e especialmente da minha parte", afirmou Lukashenko, ao referir-se a Zelenskyy como "jovem e inexperiente" e "não sendo um militar".

As autoridades de Kiev têm vindo a manifestar uma preocupação crescente de que a Bielorrússia possa ser arrastada para uma participação mais profunda na guerra total da Rússia contra a Ucrânia.

Em maio, Zelenskyy afirmou que Kiev está preparada para tomar medidas "preventivas" contra Moscovo e os dirigentes bielorrussos face a potenciais ameaças militares ao norte da Ucrânia, no contexto de um exercício nuclear entre a Rússia e a Bielorrússia e das tensões resultantes com os membros europeus da NATO, desencadeadas por incursões de drones no Báltico.

Já em abril, Zelenskyy tinha também dito, com base em relatórios militares ucranianos, que a Bielorrússia estava a construir estradas em direção à fronteira ucraniana e a estabelecer posições de artilharia perto da Ucrânia.

O comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert Brovdi, também emitiu uma declaração afirmando que as forças armadas já identificaram “500 alvos potenciais” na Bielorrússia, ao mesmo tempo que advertiu Lukashenko contra um maior envolvimento de Minsk na guerra da Rússia.

“Os primeiros 500 alvos já foram identificados. Um conselho gratuito e muito prático: não se metam com a Ucrânia”, escreveu Brovdi, cujo nome de guerra é “Magyar”, numa publicação nas redes sociais.

Lukashenko respondeu depois, ameaçando atingir aquilo que descreveu como um “alvo muito sério” na Ucrânia, caso a Bielorrússia fosse ameaçada.

A líder da oposição bielorrussa, Sviatlana Tsikhanouskaya, referiu, por sua vez, que o pedido de desculpas de Lukashenko a Zelenskyy é prova da força da Ucrânia.

"Primeiro, Lukashenko exortou a Ucrânia a render-se", escreveu Tsikhanouskaya no X. "Agora está a 'pedir desculpa' ao presidente Zelenskyy."

"Foi isto que a força da Ucrânia conseguiu. Revelou a fraqueza de uma ditadura assente em mentiras, medo e na dependência de Putin", acrescentou.

"Nenhum pedido de desculpas encenado pode apagar a cumplicidade na agressão", afirmou Tsikhanouskaya, referindo-se ao facto de a Bielorrússia ter servido de plataforma de lançamento para a invasão em grande escala da Rússia no início de 2022 e ao apoio contínuo de Lukashenko à guerra iniciada por Moscovo, já no seu quinto ano de duração.

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