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Péter Magyar: cooperação entre os países do V4 está de volta

Primeiros-ministros do V4 reúnem-se em Gödöllő
Primeiros-ministros do Grupo de Visegrado reúnem-se em Gödöllő Direitos de autor  Kónya Rita/Euronews
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De Horváth Ferenc
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O primeiro-ministro húngaro foi o primeiro a falar após o fim da cimeira do Grupo de Visegrado, no Palácio Grassalkovich, em Gödöllő, reforçando a importância da cooperação entre a aliança de quatro países.

Foi no palácio Grassalkovich, em Gödöllő, que estiveram reunidos os primeiros-ministros húngaro, checo, polaco e eslovaco, para mais um encontro do Grupo de Visegrado.

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A aliança política e cultural dos quatro países da Europa Central cumpre 35 anos. "Há 35 anos perceberam que há mais a unir do que a separar os nossos países", afirmou Péter Magya, reforçando que é mais fácil alcançar sucessos em conjunto.

Para o primeiro-ministro húngaro, os quatro países estão empenhados em reforçar a cooperação, construindo um V4 capaz de apresentar resultados concretos e de se fazer ouvir como uma voz forte no processo de decisão europeu. "A Europa Central é hoje uma das regiões que mais se desenvolvem na União", afirmou.

Os quatro chefes de governo debateram orçamento plurianual da União Europeia e a importância da política de coesão e da política agrícola comum. Péter Magyar apresentou ainda um plano para uma ligação ferroviária de alta velocidade Varsó–Praga–Bratislava–Budapeste.

Na sequência do encontro, os líderes dos países da aliança concordaram em retomar as consultas da V4 antes das cimeiras da UE, "e representar em conjunto a Europa Central", em Bruxelas e noutros locais.

"O coração da Europa bate hoje na Europa Central", afirmou Magyar. "A Hungria regressa com satisfação" à cooperação no âmbito da V4, com o primeiro-ministro do país a reforçar que os parceiros poderão sempre contar com a Hungria.

Primeiros-ministros da V4 sorridentes na conferência de imprensa em Gödöllő
Primeiros-ministros da V4 sorridentes na conferência de imprensa em Gödöllő MTI/Hegedűs Róbert

Robert Fico apresenta objetivos da presidência eslovaca da UE

O primeiro-ministro eslovaco fala na conferência de imprensa sobre as prioridades da presidência eslovaca do V4 que, segundo ele, "decorre em tempos difíceis e de escassez".

"O sucesso do V4 foi, por exemplo, a declaração relativa à migração ilegal", afirmou Fico, que reforçou que a migração ilegal deverá assumir um papel fundamental na cooperação do V4. Afirmou ainda que gostaria que os países do V4 coordenassem as suas posições antes das reuniões do Conselho Europeu.

O reforço da competitividade é um dos pilares da presidência polaca, algo que, segundo Robert Fico, pretendem também concretizar no novo orçamento da UE sendo que, na opinião do líder eslovaco, a coesão não deve ser oposta à competitividade.

Devido às ambiciosas metas climáticas, foi necessário relançar a produção de alumínio na Eslováquia, mas as fábricas não conseguiram competir com os preços elevados, com os países europeus a importarem diretamente da China, onde a poluição atmosférica é maior. Para Fico é necessário reduzir o preço da eletricidade em toda a UE, citando o relatório de Mario Draghi, segundo o qual os preços elevados da energia constituem um dos principais problemas da UE.

"Estes quatro países são o futuro da Europa", afirma Andrej Babiš

O primeiro-ministro checo, Andrej Babiš, foi o terceiro a intervir.

"Estou confiante de que iremos colaborar na perfeição, há uma boa química entre nós», afirmou. "Estes quatro países representam o futuro da Europa", prosseguiu.

Segundo o líder, os preços da energia, as quotas de dióxido de carbono e os quadros financeiros são, neste momento, os temas importantes. Os quatro países abordaram também o tema da próxima cimeira da NATO, em Ancara.

Primeiros-ministros da V4
Primeiros-ministros da V4 MTI/Hegedűs Róbert

Donald Tusk: "o V4 também será uma potência"

"Se percebermos sempre que aquilo que nos une é mais forte do que aquilo que nos separa, então a Europa começará a ouvir-nos", afirmou o primeiro-ministro polaco.

A energia de Péter Magyar pode ser um dos catalisadores desse processo. Tusk recordou que, quando o V4 agiu de forma solidária, "deu um raio de esperança" aos países candidatos à adesão.

"O V4 também será uma das maiores potências", defendeu Tusk, reforçando no entanto que tal só acontecerá se os países regressarem à lealdade mútua.

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