Altas temperaturas no fim de junho provocaram, pelo menos, 3.500 mortes no continente.
A Comissária Europeia para a Igualdade, Preparação e Gestão de Crises deu o alerta para os próximos dias: vem aí mais uma onda de calor na Europa.
“Este ano voltou a bater recordes. Apenas algumas semanas após uma temperatura historicamente elevada em junho, aproxima-se outra grande onda de calor”, disse Hadja Lahbib.
A comissária também falou das consequências da onda de calor de junho. Desde colheitas afetadas, até escolas encerradas e hospitais sobrecarregados.
Mas os números com mais impacto dizem respeito às vítimas mortais. Pelo menos 3.500 mortes podem ser atribuídas à onda de calor. Só em França, na última semana do mês, registaram-se mais de 2.000 mortes em excesso.
Os números foram recordados numa sessão de um debate do Parlamennto Europeu, na manhã desta quarta-feira, sobre ondas de calor e incêndios.
Para além da comissária Hadja Lahbib, também esteve presente o ministro irlandês para os Assuntos Europeus, Thomas Byrne, numa altura em que a Irlanda detém a presidência rotativa da União Europeia. Byrne pediu medidas de mitigação e adaptação.
“Somos a região que mais rapidamente se está a aquecer no mundo. As alterações climáticas induzidas pelo homem são, sem dúvida, uma das principais causas subjacentes às ondas de calor, aos incêndios florestais e a outros fenómenos meteorológicos extremos, tais como inundações e secas.”, disse o ministro.
Também os sindicatos europeus querem medidas para proteger os trabalhadores do calor. Como limites térmicos no local de trabalho, pausas e horários de trabalho ajustados.