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Estados Unidos aprovam venda de mísseis Tomahawk à Alemanha

O destróier lança-mísseis USS Thomas Hudner dispara um míssil de cruzeiro Tomahawk em apoio à Operação Epic Fury, 1 de março de 2026
O destroyer lança-mísseis USS Thomas Hudner dispara um míssil de ataque terrestre Tomahawk em apoio à Operação Epic Fury, 1 de março de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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Estados Unidos comprometeram-se a conceder até agosto aprovação formal para a venda de mísseis Tomahawk e lançadores terrestres Typhoon, embora o número de mísseis adquiridos permaneça confidencial.

Os Estados Unidos (EUA) aprovaram a venda de mísseis de cruzeiro Tomahawk de longo alcance à Alemanha, anunciou o chanceler Friedrich Merz esta quinta-feira, apesar das dúvidas que tinham surgido em relação ao seu desdobramento.

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À margem da reunião da NATO em Ancara, acertámos com o governo norte-americano a compra de mísseis Tomahawk, que serão estacionados em território alemão, disse Merz aos deputados numa declaração no parlamento.

"A decisão permitirá colmatar uma importante lacuna estratégica na nossa defesa", afirmou.

"Em paralelo, vamos trabalhar no desenvolvimento de sistemas europeus próprios e na sua instalação na Europa", acrescentou Merz, que não adiantou quando espera receber os Tomahawk.

Os mísseis são lançados principalmente de submarinos e navios de guerra e têm um alcance superior a 1.600 quilómetros.

O chanceler alemão Friedrich Merz fala durante uma conferência de imprensa na cimeira da NATO em Ancara, 8 de julho de 2026
O chanceler alemão Friedrich Merz fala durante uma conferência de imprensa na cimeira da NATO em Ancara, 8 de julho de 2026 AP Photo

Uma fonte do governo alemão disse que os ministros da Defesa dos dois países assinaram na terça-feira uma carta de intenções para o acordo sobre os mísseis Tomahawk, após negociações anteriores entre Merz, o presidente dos EUA, Donald Trump, e altos responsáveis de segurança de ambos os países.

Na carta, Washington comprometeu-se a conceder até agosto a aprovação formal para a venda de mísseis Tomahawk e de lançadores terrestres Typhoon, embora o número de mísseis a adquirir permaneça confidencial.

Berlim considera a instalação de mísseis de cruzeiro de longo alcance, como o Tomahawk norte-americano, um elemento central da sua estratégia de dissuasão face à Rússia.

Para já, não existem alternativas europeias com alcance e capacidade de ataque comparáveis às do Tomahawk, o que mantém Berlim e outras potências europeias da NATO dependentes de Washington para este tipo de armamento.

Moscovo posicionou mísseis Iskander no enclave de Kaliningrado, capazes de atingir alvos em países europeus da NATO.

O destróier lança-mísseis USS Porter lança um míssil de ataque terrestre Tomahawk no mar Mediterrâneo, 7 de abril de 2017
O destróier lança-mísseis USS Porter lança um míssil de ataque terrestre Tomahawk no mar Mediterrâneo, 7 de abril de 2017 AP Photo

Na quarta-feira, o Reino Unido anunciou que uma dezena de aliados europeus da NATO, incluindo a Alemanha, irá gastar em conjunto cerca de 50 mil milhões de dólares (43 mil milhões de euros) na próxima década para desenvolver novas armas de ataque de precisão de longo alcance.

A fonte governamental alemã disse que Berlim tenciona suportar cerca de metade do custo do projeto.

Em maio, Merz sugeriu que o planeado desdobramento de mísseis Tomahawk na Alemanha, anunciado pelo antigo presidente norte-americano Joe Biden, estava a ser abandonado.

Na altura, justificou a decisão com a diminuição dos arsenais devido às guerras no Irão e na Ucrânia.

Outras fontes • AFP

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