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Portugal: André Ventura denuncia alegado ato de vandalismo no gabinete na Assembleia da República

André Ventura alega que o seu gabinete no Parlamento foi vandalizado
André Ventura alega que o seu gabinete no Parlamento foi vandalizado Direitos de autor  AP Photo
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De Ana Filipa Palma
Publicado a Últimas notícias
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Numa publicação na rede social X , o presidente do partido Chega partilhou imagens do seu gabinete num aparente cenário de vandalismo. Aos jornalistas adiantou que desapareceu documentação relacionada com o MAI.

"Assim está o meu Gabinete esta manhã na Assembleia da República", começa por escrever na publicação da rede social X André Ventura.

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O presidente do Chega insinuou nas redes sociais que alguém entrou no seu gabinete, revirando os seus objetos e documentos "à procura de alguma coisa" e que não sabe se foi roubado "algum documento".

Mais tarde, em declarações aos jornalistas, André Ventura confirmou que "um dos lotes de documentos que desapareceu” se refere à Comissão Parlamentar de Inquérito ao ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Também confirmou que o outro conjunto desaparecido refere-se a informação política com mais de um ano relacionada com o gabinete do primeiro-ministro.

“Foram coisas relacionadas com estes dois assuntos e é incontornável: os documentos estavam exatamente na primeira mesa que tenho de passar sempre”, acrescentou.

Apesar de não existirem câmaras que possam confirmar a presença de pessoas alheias ao partido, André Ventura garantiu aos jornalistas que não foi um ato de encenação.

André Ventura disse também que foi “um ato de intimidação”, "um ataque ao Chega e à posição que o Chega tem tido de defesa da democracia”.

O líder do Chega destacou também na publicação que o sucedido faz com que se tenha atingido "o grau zero da nossa democracia".

Montenegro diz que é "inconcebível em democracia"

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, já reagiu dizendo que “é inconcebível em democracia” e que por isso o episódio deve ser alvo de uma investigação rápida e conclusiva.

Em São João da Madeira, para assinatura de acordo de cooperação com a Santa Casa da Misericórdia e o Hospital de São João da Madeira, Luís Montenegro mostrou-se primeiramente surpreendido afirmando que não "fazia menor ideia" do que tinha acontecido.

Contudo, afirmou que "se houve algum ato de vandalismo, ele deve ser naturalmente investigado e os seus responsáveis devem ser responsabilizados" para que se possa "erradicar qualquer tentação mais extremista em termos de ataque aos esteios do sistema democrático e ao respeito daqueles que representam a vontade política do povo português”, disse.

A ocorrência está agora com a Polícia Judiciária, entregue à Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT) que abrirá investigação.

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