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Bélgica: Universidade de Ghent suspende académico dos EUA que acusou de plágio Jarson Arday

Cartaz exibido em vigília do Stand Up to Racism em memória do falecido professor da Universidade de Cambridge Jason Arday, Londres, 17 agosto 2026
Cartaz erguido numa vigília da Stand Up to Racism em memória de Jason Arday, professor da Universidade de Cambridge já falecido, Londres, 17 agosto 2026 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Gavin Blackburn
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Arday, que se tornou o mais jovem professor negro de sempre em Cambridge quando foi nomeado em 2023, foi encontrado morto na sexta-feira, aos 41 anos.

Uma universidade belga suspendeu, na quinta-feira, um académico norte-americano que liderou as acusações de plágio contra Jason Arday, o antigo professor negro de Cambridge que foi encontrado morto na semana passada, após se ter demitido devido ao escândalo.

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O investigador Nathan Cofnas, que se autodefine como “realista racial” e que foi despedido do seu posto em Cambridge há dois anos, escreveu na rede X: “Acabei de ser suspenso pela Universidade de Ghent. Quase de certeza que me vão despedir.”

Sem mencionar Cofnas, a Universidade de Ghent afirmou, em comunicado, que tinha iniciado uma “investigação disciplinar preliminar” a um investigador pós-doutorado envolvido na controvérsia, suspendendo-o “por precaução”.

Arday, que se tornou o mais jovem professor negro da história de Cambridge quando foi nomeado em 2023, foi encontrado morto na sexta-feira, com 41 anos.

Enfrentava acusações crescentes de que tinha plagiado partes da sua tese de doutoramento e exagerado alguns feitos da sua vida pessoal.

Diagnosticado, em criança, com autismo e outras dificuldades de desenvolvimento, Arday tinha contestado as acusações que lhe eram dirigidas.

Mas demitiu-se a 5 de agosto, escrevendo na carta de demissão que tinha “atingido os limites do que qualquer pessoa pode razoavelmente ser obrigada a suportar”.

As preocupações relativas a plágio envolvendo Arday surgiram pela primeira vez há vários anos, mas não tiveram seguimento na altura, depois de um jornalista ter recuado numa investigação mais aprofundada quando o professor ameaçou avançar com uma ação judicial.

No mês passado, porém, Cofnas veio afirmar que tinha encontrado numerosos casos de plágio nos trabalhos do professor e o caso ganhou dimensão, recebendo ampla cobertura mediática no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Meios de comunicação britânicos e comentadores de direita aproveitaram a polémica, alegando que Arday tinha beneficiado de forma injusta das políticas de diversidade, igualdade e inclusão (DEI).

A Universidade de Gante afirmou que estava agora a “avaliar” se existem fundamentos suficientes para instaurar um processo disciplinar formal no caso.

Jason Arday, antigo professor da Universidade de Cambridge
Jason Arday, antigo professor da Universidade de Cambridge @PolitlcsUK

Num comunicado anterior, divulgado na quarta-feira, a universidade afirmou estar “chocada” com a morte de Arday e que levava “muito a sério” as declarações públicas do seu investigador sobre o antigo professor.

“A Universidade de Ghent defende o respeito pela dignidade humana e opõe-se à discriminação, ao ódio e ao racismo”, lê-se no comunicado da reitora da universidade, Petra De Sutter, e do vice-reitor, Herwig Reynaert.

“Atribuímos grande importância à liberdade académica e ao debate académico aberto, mesmo quando as posições são controversas”, acrescentou.

“No entanto, essa liberdade não é ilimitada. Caminha lado a lado com a responsabilidade e pode ser limitada para proteger os direitos dos outros.”

Outras fontes • AFP

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