Sabotagem submarina e novas ameaças testam a segurança europeia. Em junho, a Comissão propôs 325 mil milhões de euros para cinco projetos de defesa, incluindo vigilância marítima e dos fundos marinhos. Qual é a estratégia da UE? Pergunte ao chatbot de IA da Euronews.
A segurança marítima já não se resume à proteção de portos e rotas de navegação. Trata-se de defender o que é invisível: os cabos e os gasodutos de energia no fundo do mar.
As redes submarinas transportam 99% dos dados mundiais, permitem comunicações e biliões de transações financeiras e alimentam o abastecimento energético de países inteiros. Um único corte num cabo, ou danos provocados por drones, ciberataques ou ataques militares tradicionais, pode comprometer a segurança e a estabilidade económica de continentes inteiros.
A Europa já enfrentou vários incidentes em infraestruturas submarinas, como a explosão do Nord Stream em 2022 e a sabotagem do Balticconnector em 2023. As preocupações aumentaram após danos em cabos submarinos entre a Finlândia e a Alemanha, a Suécia e a Lituânia, em novembro de 2024, e entre a Finlândia e a Estónia, em dezembro de 2025.
A União Europeia atualizou em 2023 a Estratégia de Segurança Marítima para enfrentar as ameaças crescentes às suas infraestruturas submarinas, incluindo as relacionadas com a invasão da Ucrânia pela Rússia. A estratégia combina inovação, cooperação industrial, desenvolvimento conjunto de capacidades e partilha de dados para combater ameaças físicas e cibernéticas.
Em março de 2026, a Europa lançou a Estratégia Marítima Industrial para reforçar a competitividade, a resiliência e a sustentabilidade do setor marítimo, incluindo a construção naval, o transporte marítimo e os portos. O novo Plano de Ação contra Drones reforça a defesa marítima ao focar-se em drones navais não tripulados e em sistemas antidrones para enfrentar ameaças aéreas, de superfície e submarinas.
Também investe em sistemas de deteção e vigilância. Entre as medidas contam-se o Plano de Ação para a Segurança de Cabos de 2025, destinado a prevenir e detetar ataques, a iniciativa OceanEye, no valor de 92 milhões de euros, para reforçar a consciência situacional marítima, e o projeto SOUND2, de quase 6 milhões de euros, que recorre à inteligência artificial para detetar ameaças através da acústica submarina.
Quer saber mais sobre a estratégia europeia de segurança marítima? Pergunte ao chatbot de IA da Euronews!