Em causa está o risco de eventuais ataques iranianos contra instalações que albergam equipamento norte-americano no Mediterrâneo Oriental.
A Grécia iniciou a transferência de um sistema de míssil Patriot da ilha de Cárpatos para Suda, Creta, como já tinha sido anunciado nos últimos dias, sobretudo após as ameaças iranianas de ataques contra alvos europeus.
Segundo o Ministério da Defesa grego, a operação insere-se nas medidas para reforçar a proteção das infraestruturas críticas em Suda e faz parte de uma reorganização mais ampla das forças de defesa aérea no Mediterrâneo Oriental, numa altura em que a região se encontra em elevada prontidão devido ao agravamento das ameaças oriundas do Irão.
O objetivo passa por reforçar a defesa aérea em torno das instalações navais e aéreas de Suda, de importância estratégica, que servem tanto as Forças Armadas gregas como os Estados Unidos e a NATO.
A base de Suda desempenha um papel crucial no apoio a operações aliadas em toda a região, o que torna a sua proteção particularmente importante nas atuais condições de segurança.
Paralelamente, devido às ameaças provenientes de Teerão, os F-16 gregos destacados em Chipre deverão permanecer na ilha. Em simultâneo, Atenas poderá analisar um eventual novo pedido da Bulgária para apoio antiaéreo e antibalístico, caso seja apresentado oficialmente.
Por resolver permanece também a questão da bateria grega de mísseis Patriot estacionada na Arábia Saudita. Entre as opções em estudo contam-se a prorrogação da sua permanência por um período limitado ou o seu regresso à Grécia. As decisões correspondentes deverão ser tomadas em breve pelo Conselho de Defesa Nacional (KYSEA).