A Islândia rejeitou reabrir as negociações de adesão à UE: 52,8% votaram contra a proposta do governo, numa altura em que a União procura alargar e reforçar a unidade. Porquê este alargamento? Pergunte ao chatbot de IA da Euronews.
A 29 de agosto, 52,8% dos islandeses votaram “Não” num referendo sobre a retoma das conversações de adesão à União Europeia. A UE já tinha aberto negociações de adesão em 2010, mas Reiquiavique pôs-lhes fim em 2013, na sequência de uma mudança de governo.
Para a UE, a adesão da Islândia era um teste à capacidade de ainda atrair uma democracia rica e estável que escolhe aderir por motivos que vão além da procura de estabilidade financeira e económica.
Com a guerra da Rússia a desestabilizar a Europa, o enfraquecimento dos laços com Washington e o conflito no Médio Oriente, a UE vê o alargamento como vital para o seu próprio futuro. Um bloco mais vasto aumenta a influência no comércio, na defesa e na diplomacia.
Quando os países entram no bloco, cedem parte da soberania nacional à UE, mas ganham um lugar nas instituições europeias e beneficiam de políticas comuns, incluindo nas áreas externa, de segurança e comercial. Têm de contribuir para o orçamento da UE, mas podem aceder a fundos e apoio.
Para aderirem à UE, os países candidatos têm de adotar os princípios do bloco e aplicar o acervo comunitário da União, um conjunto de leis que constitui o núcleo da legislação europeia.
Devem realizar reformas em 35 domínios de política para criar instituições estáveis que garantam a democracia, o Estado de direito e uma economia de mercado funcional.
Atualmente, sete países têm negociações de adesão em curso. Montenegro lidera o processo, seguido da Albânia, Sérvia, Macedónia do Norte, Moldova e Ucrânia, que apresentou o pedido de adesão em 2022. As negociações com a Turquia ficaram estagnadas em 2018.
Quer saber mais sobre o processo de adesão à UE? Pergunte ao chatbot de IA da Euronews!