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GNR interceta todas as semanas cerca de 280 condutores alcoolizados nas estradas portuguesas

Risco de acidentes graves e fatais atinge pico crítico no período da madrugada, entre as 00h00 e as 06h00, sobretudo aos fins de semana
Risco de acidentes graves e fatais atinge pico crítico no período da madrugada, entre as 00h00 e as 06h00, sobretudo aos fins de semana Direitos de autor  AP Photo
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De Joana Mourão Carvalho
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Entre 1 de janeiro e 31 de julho de 2026, a GNR deteve mais de 8 mil condutores alcoolizados e registou mais de 8.800 crimes por condução sob o efeito do álcool.

A Guarda Nacional Republicana (GNR) interceta e retira de circulação cerca de 280 condutores com taxas de alcoolemia consideradas crime todas as semanas.

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Segundo um comunicado enviado às redações, esta quinta-feira, entre 1 de janeiro e 31 de julho deste ano, a GNR deteve 8.438 condutores alcoolizados e registou 8.856 crimes por condução sob o efeito do álcool.

"Considerando que cada condutor detido fica impedido de conduzir durante um período mínimo de 12 horas, estas detenções representam, no seu conjunto, mais de 101 mil horas em que condutores sob o efeito do álcool foram afastados das estradas portuguesas, reduzindo, durante esse período, o risco que representariam para si próprios e para os restantes utilizadores da via", precisa aquela força de segurança.

Em Portugal, conduzir com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,20 g/l constitui crime rodoviário punível com pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias, com inibição do direito de conduzir.

De acordo com a GNR, a sua atuação diária nas estradas nacionais "tem sido orientada para travar condutas de risco extremo que colocam em perigo direto a vida de quem circula na via pública, neutralizando ameaças graves antes que resultem em acidentes fatais".

Nos primeiros seis meses de 2026, foram registados 17.941 acidentes com vítimas nas estradas portuguesas. Destes acidentes resultaram 225 mortos, 1371 feridos graves e 20.724 feridos leves, segundo dados consolidados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e divulgados pelo Ministério da Administração Interna em meados de agosto.

Entre as principais infrações a causar este volume de acidentes rodoviários estão o excesso de velocidade, o consumo de álcool e o uso do telemóvel durante a condução.

No comunicado, a GNR explica que a diferença registada entre o volume global de crimes e o total de detenções deve-se aos casos em que "a medição da taxa de álcool exigiu colheita de sangue em meio hospitalar, cujo resultado laboratorial é conhecido posteriormente, determinando a respetiva constituição de arguido".

Com uma média mensal de 1.265 crimes de condução em estado de embriaguez, a análise ao perfil dos condutores intercetados revela que o problema atinge com maior incidência a população adulta entre os 31 e os 64 anos. "A faixa etária dos 51 aos 64 anos lidera de forma expressiva, contabilizando 2.450 detenções, logo seguida pelos condutores com idades entre os 41 e os 50 anos (2.167 detidos), dos 31 aos 40 anos (1.850) e dos 25 aos 30 anos (1.266 registos), situando-se os jovens entre os 18 e os 20 anos e os condutores seniores em valores substancialmente mais reduzidos", detalha a força de segurança na mesma nota.

O risco agrava-se drasticamente aos fins de semana, sendo que os sábados e domingos concentram a esmagadora maioria das infrações, com um pico crítico no período da madrugada, entre as 00h00 e as 06h00, frequentemente associado a deslocações em contextos de lazer e diversão noturna, descreve a GNR.

No que se refere à distribuição territorial, os padrões operacionais mostram que "os distritos do Porto, Setúbal, Aveiro e Faro destacam-se com o maior volume de crimes e detenções efetuadas, espelhando os eixos com maior intensidade de tráfego rodoviário e concentração urbana e turística".

A GNR alerta ainda que o consumo de bebidas alcoólicas "reduz drasticamente o tempo de reação, limita o campo visual e diminui a capacidade de decisão, transformando o veículo numa ameaça real para o próprio condutor, para os passageiros e para todos os que partilham a estrada".

Perante esta realidade, a força de segurança apela à responsabilidade individual e coletiva e deixa algumas recomendações aos condutores: "Se consumir bebidas alcoólicas, não conduza em circunstância alguma; recorra a transportes públicos, táxis ou soluções de transporte partilhado; escolha antecipadamente um condutor designado no seu grupo que se comprometa a não beber; e planeie o regresso em segurança, lembrando-se de que uma decisão consciente ao volante evita tragédias e salva vidas", lê-se na nota.

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