A conferência de embaixadores em Berlim centrou-se na segurança da NATO, no apoio à Ucrânia e nos ataques híbridos da Rússia. Mark Rutte, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Wadephul, salientaram a importância de uma Europa forte.
Em Berlim, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul (CDU), falaram hoje com a imprensa, à margem da Conferência dos Embaixadores. Esta conferência reúne chefes das representações alemãs no estrangeiro, bem como representantes dos setores da política, da economia, da ciência e da cultura.
Além da política de segurança e de comércio, foi também discutida a abordagem às novas tecnologias, nomeadamente à inteligência artificial. Maroš Šefčovič, o comissário europeu do Comércio, esteve igualmente presente para debater o reforço de parcerias comerciais. Durante a visita de Rutte, os participantes debateram a situação de segurança da Aliança e a possibilidade de fortalecer o pilar europeu da NATO.
No encerramento da conferência, o ministro Wadephul sublinhou: “Não podemos iludir-nos.” A Rússia não ameaça a NATO apenas militarmente no flanco leste e prossegue a sua guerra contra a Ucrânia. “Assistimos a cada vez mais ataques híbridos, ciberataques, operações de sabotagem, desinformação e ataques contra infraestruturas críticas.” Uma Europa mais forte torna também a NATO mais forte. “No fim, o que está em causa é uma dissuasão credível.”
Wadephul voltou a sublinhar a importância de continuar a apoiar a Ucrânia. Em conjunto com o Canadá, a Alemanha assume a “maior fatia” do apoio militar. A Ucrânia continua a necessitar de capacidades de defesa aérea. Por isso, a Alemanha comprometeu-se, apenas na semana passada, a fornecer mísseis adicionais de defesa aérea Patriot.
“Há mais de 70 anos que a Alemanha é um aliado respeitado.” A NATO pode contar com a Alemanha e a Alemanha pode contar com a NATO. Rutte elogiou a reação da Alemanha à tentativa de ataque com drones contra o aeroporto de Leipzig/Halle, no início de agosto, por parte da Rússia.
Moscovo tenta impedir que a NATO apoie a Ucrânia. Segundo Rutte, as ações da Rússia são um sinal de fraqueza e um sintoma do seu fracasso na Ucrânia. A Alemanha é o principal apoiador da Ucrânia. Contribui para a segurança da Aliança, entre outros aspetos, através da brigada estacionada na Lituânia.
Para garantir a proteção do flanco leste da NATO, a Alemanha estacionou uma brigada de carros de combate na Lituânia. Até ao final de 2027 deverão estar ali colocados 4.800 militares e 200 funcionários civis.