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Ataques disruptivos duplicam na UE nos últimos meses, diz chefe de segurança cibernética

Juhan Lepassaar, chefe da Agência da União Europeia para Segurança Cibernética
Juhan Lepassaar, chefe da Agência da União Europeia para Segurança Cibernética Direitos de autor AP Photo/Petros Giannakouris
Direitos de autor AP Photo/Petros Giannakouris
De  Euronews com AP
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Ataques com motivações geopolíticas aumentaram desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, disse o chefe de segurança cibernética da UE.

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O chefe da segurança cibernética da União Europeia denunciou um "aumento significativo" dos ataques cibernéticos disruptivos, nos últimos meses, muitos dos quais com ligações a grupos apoiados pela Rússia.

"O número de ataques hacktivistas [contra] a infraestrutura europeia, autores de ameaças cujo principal objetivo é causar disrupção, duplicou do quarto trimestre de 2023 para o primeiro trimestre de 2024", revelou Juhan Lepassaar, chefe da Agência da União Europeia para Segurança Cibernética, ou ENISA, em entrevista à AP.

A agência tem liderado exercícios e consultas para fortalecer a resiliência das agências relacionadas às eleições antes das eleições europeias de junho.  

Num relatório anual para 2023, a agência observou um aumento nos ataques e incidentes de ransomware que visam instituições públicas.

Lepassaar disse que os métodos de ataque, na sua maioria, sem sucesso, foram muitas vezes testados na Ucrânia antes de serem expandidos para países da UE.

"Isso faz parte da guerra de agressão russa, que eles lutam fisicamente na Ucrânia, mas também digitalmente na Europa", explicou.

Ameaça de manipulação através da Interligência Artificial

Lepassaar também disse que as agências de segurança cibernética dos países da UE sublinharam que "a desinformação e a manipulação de informações ativadas pela Inteligência Artificial são uma grande ameaça".

Especialistas dos EUA e da Europa têm ajudado as agências de segurança a antecipar ameaças e vulnerabilidades digitais emergentes ao longo desta década, com a ENISA a identificar a produção alimentar, a gestão de satélites e os veículos autónomos como áreas que exigem maior atenção.

A segurança cibernética, argumenta Lepassaar, inevitavelmente terá que se tornar algo natural para designers e consumidores.

"Acredito que temos um desafio social à nossa frente para entender a segurança digital da mesma maneira que entendemos a segurança no trânsito. Quando estamos a conduzir, estamos conscientes do que está a acontecer ao nosso redor. Estamos alerta", acrescentou.

"Estes são os mesmos comportamentos e hábitos que precisamos de incutir quando operamos em qualquer tipo de ambiente digital".

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