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Estados Unidos lançam Tech Corps para levar especialistas em IA ao estrangeiro

Presidente Donald Trump mostra a ordem executiva que acabou de assinar na Casa Branca, quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, em Washington
Donald Trump exibe ordem executiva acabada de assinar na Casa Branca, quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, em Washington Direitos de autor  AP Photo/Mark Schiefelbein
Direitos de autor AP Photo/Mark Schiefelbein
De Anna Desmarais
Publicado a Últimas notícias
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Corpo da Paz dos EUA cria divisão de IA para enviar especialistas norte-americanos em tecnologia ao mundo em desenvolvimento.

Os Estados Unidos lançaram a iniciativa "Tech Corps" para promover a inteligência artificial (IA) norte-americana no estrangeiro.

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Integrada no Peace Corps dos EUA, a vertente tecnológica vai destacar voluntários com competências técnicas para darem apoio na fase final de implementação de aplicações de IA em países parceiros, anunciou a Casa Branca na sexta-feira.

O Peace Corps é uma agência independente do governo dos EUA que envia voluntários norte-americanos para o estrangeiro para apoiar projetos de educação, saúde, agricultura e crescimento económico.

A iniciativa tecnológica surge numa altura em que a China ganha terreno na adoção global de IA. Relatos indicam que o modelo chinês DeepSeek se está a tornar o modelo de eleição em grande parte do mundo em desenvolvimento, aumentando a pressão sobre Washington para acompanhar o ritmo.

As missões da Tech Corps vão trabalhar diretamente com instituições locais. Poderão ajudar professores a integrar a IA nos planos de aulas, co-desenvolver modelos de IA com autoridades nacionais de saúde ou apoiar a afinação e avaliação de conjuntos de dados críticos para empresas do setor agrícola, segundo o site do programa.​

Os EUA estão a encorajar diplomados em cursos de ciência, tecnologia, engenharia ou matemática (STEM), bem como pessoas com experiência em IA, a candidatarem-se ao programa.

Os voluntários da Tech Corps serão destacados para missões com duração até 27 meses. No terreno, receberão alojamento, cuidados de saúde, uma bolsa e prémios de serviço. As primeiras missões poderão começar já este outono, indica o site.

Os voluntários serão enviados para países que participem no programa norte-americano de exportação de IA, uma iniciativa anunciada em julho passado.

O programa prevê apoiar a exportação de todo o ecossistema tecnológico dos EUA, incluindo hardware, sistemas de dados, modelos de IA e medidas de cibersegurança, para "países-alvo específicos" que a administração identificará, de acordo com uma ordem executiva publicada na altura.

Até agora, nenhum país manifestou interesse particular em aderir ao programa de exportação de IA. No entanto, William Kimmitt, subsecretário do Comércio para o Comércio Internacional dos EUA, convidou a Índia a integrar o programa à margem da cimeira AI Impact, segundo a Associação de Comércio Internacional dos EUA.

Paralelamente, dez países, incluindo o Reino Unido, aderiram à iniciativa Pax Silica, liderada pelos EUA, um acordo não vinculativo destinado a assegurar a cadeia de abastecimento global de tecnologias de IA.

A União Europeia participou como observadora, mas não assinou, e os Países Baixos estão a participar como parceiro não signatário.

Os Estados Unidos anunciaram outras iniciativas de IA durante a cimeira, incluindo a iniciativa National Champions, que pretende integrar empresas estrangeiras de IA no ecossistema tecnológico norte-americano.

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