Mais de 100 robots vão disputar uma meia maratona ainda este mês, uma prova concebida para levar as máquinas humanoides ao limite em condições reais
Máquinas humanoides preparam-se para competir na segunda meia-maratona de robôs da China.
Em Pequim, mais de 70 equipas participaram numa prova experimental noturna, colocando as suas máquinas a percorrer um trajeto completo de 21 quilómetros na zona de desenvolvimento de E-Town da cidade, antes da corrida oficial no final deste mês.
O ensaio reproduziu elementos centrais do evento oficial, desde a navegação do percurso à coordenação de equipamentos e resposta a emergências, enquanto os organizadores se preparavam para a prova principal, marcada para 19 de abril.
Cerca de 40% das equipas aposta agora na navegação totalmente autónoma, algo que, segundo os organizadores, representa "um desafio significativo para os robôs", afirmou Liang Liang, do Instituto Chinês de Eletrónica.
Foram também introduzidos novos prémios este ano, incluindo distinções para a resistência e até para quem simplesmente conseguir chegar à meta.
Esse último objetivo está longe de ser fácil. Na edição inaugural do ano passado, apenas seis dos 21 robôs que iniciaram a corrida conseguiram concluir a prova.
Para muitas equipas, o evento foi tanto um laboratório de testes como uma competição.
"Montámos este robô apenas às 13h de hoje e inscrevemo-lo de imediato na competição", afirmou Yang Kechang, da Universidade Agrícola da China, acrescentando que a equipa já ficaria satisfeita só por terminar.
Apesar dos contratempos, incluindo articulações sobreaquecidas que tiveram de ser arrefecidas durante as trocas de bateria, Yang disse acreditar que será possível melhorar o desempenho através da otimização dos algoritmos do robô.
Outros robôs também tiveram dificuldade em aguentar a distância. Xu Bo, da Genisom AI, disse que a máquina da sua equipa, com 1,3 metros de altura, enfrentou problemas semelhantes de sobreaquecimento dos motores e baterias que se descarregavam rapidamente.
A participação na meia-maratona de robôs aumentou de forma acentuada em relação ao ano passado, com o número de equipas a quase quintuplicar.